A Ferrari vive um momento de expectativa intensa enquanto se prepara para o Grande Prémio de Mónaco, palco onde a equipa italiana espera finalmente libertar todo o potencial da sua SF-26. Frederic Vasseur, team principal da Scuderia, revelou em declarações exclusivas que a atenção está virada para uma decisão crucial da FIA que poderá desbloquear importantes atualizações na power unit para as próximas temporadas.
No final de um GP do Canadá onde Lewis Hamilton surpreendeu ao terminar em segundo lugar, Vasseur admitiu a surpresa pela performance competitiva da Mercedes numa pista onde a Ferrari não esperava estar tão próxima: “Honestamente, não pensava que seríamos tão competitivos aqui no Canadá.” A corrida foi marcada por escolhas estratégicas arriscadas das McLaren, que os afastaram da luta pelo pódio, e por um problema técnico que tirou George Russell da corrida. Mesmo assim, Hamilton demonstrou que poderia ter lutado pelo terceiro lugar, reforçando a necessidade da Ferrari de evoluir para desafiar a Mercedes em circuitos mais convencionais.
Esse avanço passa pela tão aguardada aprovação do chamado “ADUO” pela Federação Internacional de Automobilismo, que será oficialmente decidida antes do GP de Mónaco. Este sistema poderá permitir à Ferrari ultrapassar o limite de 4% de déficit face às power units de referência, um parâmetro decisivo para o desenvolvimento futuro do motor. Caso a FIA conceda esta margem extra, a Ferrari terá direito a dois ciclos adicionais de desenvolvimento da power unit em 2026 e outros dois em 2027, acompanhados por um significativo incremento no orçamento dedicado ao propulsor.
Vasseur destaca que esta decisão é determinante para o futuro competitivo da equipa: “O ADUO? Vamos ver o que a FIA decide nos próximos dias. Agora estamos focados em Mónaco, que é um circuito especial e exige uma abordagem diferente.” A Scuderia sabe que em Mónaco poderá explorar ao máximo as qualidades da SF-26, mas para enfrentar a Mercedes nos restantes circuitos do calendário será necessário um passo decisivo na evolução técnica do motor.
A ansiedade é palpável no paddock da Ferrari, que espera não só confirmar o potencial mostrado no Canadá, mas também garantir as condições para manter a luta pelo título nos próximos anos. A decisão da FIA será, sem dúvida, um ponto de viragem crucial para a formação italiana, que ambiciona voltar a dominar as pistas com uma combinação letal entre chassis e power unit. O relógio está a contar para o Grande Prémio de Mónaco, onde todas as atenções estarão centradas na resposta da FIA e na performance da SF-26.




