Fernando Alonso evita surpresa negativa em qualificação histórica da Aston Martin

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Fernando Alonso conseguiu evitar um sexto arranque consecutivo na última fila ao qualificar-se em 16.º lugar no Grande Prémio da Hungria de Fórmula 1, um feito significativo para a Aston Martin que até aqui tinha estado quase sempre nas últimas posições. Esta foi a primeira vez na temporada que a equipa sediada em Silverstone conseguiu ultrapassar a Q1, graças a um carro praticamente novo.

Desde o início da época, a Aston Martin tem enfrentado dificuldades, com problemas de vibrações e motor a penalizar o desempenho dos seus monolugares. Contudo, em Budapeste, a situação melhorou, e Alonso conseguiu avançar para a Q2 com o AMR26 versão B. O piloto espanhol comentou após a qualificação: «Quando trazes um carro quase novo, acreditas sempre que é importante ter a correlação certa e entregar o que esperas. Mesmo que fosse o esperado, era importante não ter uma surpresa desagradável.»

Apesar do progresso, Alonso reconheceu que o trabalho está longe de estar concluído. «Ainda não dominamos o pacote. Na qualificação, reaprendemos algo sobre o equilíbrio do carro. Se houvesse outra sessão, mudaríamos o setup novamente e iríamos para uma configuração diferente. Ainda é cedo, há mais potencial para desbloquear no carro, mas é normal quando tens um pacote tão grande.» O espanhol acrescentou que a equipa também perdeu um carro durante os três treinos, o que limita a experiência com as novas peças.

No que toca à condução, Alonso referiu que a sensação ao volante se mantém semelhante, com o ganho principal a ser a maior carga aerodinâmica e aderência nas curvas. «O carro é mais consistente de conduzir, um pouco mais tolerante, facilitando o controlo na entrada, meio e saída das curvas. O carro anterior era mais difícil de pilotar.»

Esta melhoria representa um impulso crucial para a Aston Martin, que precisava de ver uma correlação positiva entre as actualizações e o desempenho em pista. Alonso afirmou que este avanço foi «importante para todos na equipa. Foi um período difícil nas duas fábricas, com o défice de desempenho na primeira metade do ano. Este pacote não mudou muitas posições, mas mudou muito o momento para todos na fábrica. Já não estamos atrás de algo que não sabemos; sabemos exatamente o que procuramos e quais os objetivos para o próximo pacote e para o próximo ano. Para mim, essa é a maior mudança deste fim de semana.»

Embora a qualificação tenha trazido sinais positivos, a Aston Martin e Alonso esperam um resultado mais competitivo na corrida, depois de resultados pouco satisfatórios nas últimas provas. O desafio será agora transformar este progresso em pontos concretos para o campeonato.

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