A segunda passagem por Cabeceiras de Basto fez uma vítima de peso. Oliver Solberg, que tinha chegado a liderar virtualmente o Rali de Portugal durante a manhã em Paredes 1, sofreu um furo na roda dianteira direita na SS16 e viu a sua luta pela vitória transformar-se numa batalha pela sobrevivência na classificação geral. O sueco da Toyota caiu para quinto, agora a 19,8 segundos de Sébastien Ogier, e está efetivamente eliminado da discussão pelo triunfo. Com apenas sete classificativas por disputar, a distância é intransponível salvo catástrofe para os da frente.
A desgraça de Solberg simplificou o que já era uma batalha de alta tensão. A luta pela vitória no Rali de Portugal está agora reduzida a três pilotos, três personalidades distintas e três estratégias igualmente válidas para as especiais que restam neste sábado e para o Super Domingo de amanhã. Sébastien Ogier lidera com 2 horas, 35 minutos e 08,4 segundos, com Thierry Neuville do Hyundai i20 a 3,9 segundos e Sami Pajari do Toyota Yaris a fechar o pódio a 5,5 segundos do nove vezes campeão do mundo. Uma margem pequena o suficiente para que qualquer erro ou qualquer golpe de sorte mude tudo.
Elfyn Evans, que chegou a Portugal na liderança do campeonato do mundo, está em quarto a 19,2 segundos, praticamente colado a Solberg na quinta posição. O galês tem tido um sábado difícil e a sua luta passou a ser a de salvaguardar o máximo de pontos possível para o campeonato, mais do que perseguir uma vitória que a matemática tornou improvável. Adrien Fourmaux, o piloto do Hyundai que foi o mais rápido em Cabeceiras de Basto de manhã, segue em sexto a 30,2 segundos, com Takamoto Katsuta em sétimo a 1 minuto e 07,7 segundos.
O rali tem ainda as segundas passagens por Amarante e Paredes e a super-especial noturna de Lousada antes do reagrupamento de sábado. Amanhã, domingo, Vieira do Minho e as duas passagens por Fafe, com a segunda a valer pontos de Power Stage, vão decidir quem sobe ao degrau mais alto do pódio em Portugal. Ogier conhece este guião melhor do que ninguém. Sete vitórias nesta prova dizem-lhe exatamente o que fazer quando a pressão é máxima e as estradas estão no seu estado mais difícil. Neuville e Pajari também sabem o que está em jogo. A questão é apenas quem vai piscar primeiro.




