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Verstappen, “Todos os anos volto e tento ganhá-la, mas também temos de ser realistas”

Publicado a 9 de Outubro de 2026, 14h30  ·  Atualizado a 9 de Outubro de 2026, 16h56  ·  5 min de leitura

Max Verstappen ao volante do Red Bull RB22 nas ruas de Baku, no Grande Prémio do Azerbaijão de 2026, numa fotografia do site oficial da Red Bull Racing. Não é Singapura, onde o fim de semana ainda não começou. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.redbullracing.com/int-en/races/azerbaijan-grand-prix-2026/best-pics-azerbaijan-grand-prix-2026

A vitória de Verstappen em Singapura continua por acontecer, e o piloto da Red Bull disse na quinta-feira que tem “assuntos por resolver” em Marina Bay. O RB22 melhorou nas curvas lentas, mas ainda sofre nos ressaltos e nos corretores, e Isack Hadjar também o sente.

O essencial

  • Max Verstappen nunca ganhou o Grande Prémio de Singapura e disse na quinta-feira que tem “assuntos por resolver” em Marina Bay.
  • Segundo o piloto, o Red Bull RB22 é mais competitivo nas curvas lentas, mas continua a sofrer nos ressaltos e nos corretores.
  • O fim de semana tem formato Sprint, com a corrida curta no sábado, 10 de outubro, e o Grande Prémio no domingo, 11.

Max Verstappen falou na quinta-feira, no dia reservado à imprensa do Grande Prémio de Singapura, e não escondeu a conta que tem por acertar com o circuito citadino de Marina Bay. “Claro que tenho assuntos por resolver aqui, quando ainda não se ganhou a corrida”, disse o piloto da Red Bull, citado pela Motorsport.com.

O neerlandês tratou logo de baixar a fasquia. “Todos os anos volto e tento ganhá-la, mas também temos de ser realistas”, acrescentou.

Porque sofre a Red Bull

A explicação é do próprio Verstappen. “Nos últimos anos fomos sempre maus em baixa velocidade, a passar nos corretores e a absorver os ressaltos”, afirmou. Os corretores são os lancis pintados que marcam o limite das curvas.

Com o RB22, só metade do problema ficou para trás. “O monolugar deste ano é provavelmente mais competitivo nas curvas lentas, mas continuamos a ter dificuldades nos ressaltos e nos corretores. Sabemos disso”, reconheceu. Segundo a Motorsport.com, Verstappen considera que a Ferrari lida muito bem com ressaltos e corretores e que também é competitiva nas curvas lentas.

O efeito do pacote de Baku

O pódio duplo da Red Bull no Grande Prémio do Azerbaijão de 2026, em Baku, segundo a legenda da equipa. Pessoas não identificadas individualmente pela fonte.
O pódio duplo da Red Bull no Grande Prémio do Azerbaijão de 2026, em Baku, segundo a legenda da equipa. Pessoas não identificadas individualmente pela fonte.

A Red Bull chega a Singapura com um pódio duplo em Baku e uma vitória na Malásia, depois de ter estreado no Azerbaijão o pacote de evoluções que a Motorsport.com descreve como o último grande passo do RB22. O AutoGear noticiou essas novidades quando a equipa as levou para Baku. Para Verstappen, o efeito depende do traçado. “As atualizações vão funcionar, mas há pistas que, por natureza, são um pouco melhores para nós.”

A temperatura também conta, por causa dos pneus. Em Baku esteve muito mais frio e foi mais difícil pô-los a funcionar, contou o piloto, e a Malásia foi “o oposto completo”. Singapura volta a ser um sítio quente, onde os pneus funcionam, “mas continuamos a ter as nossas limitações”.

Hadjar também sente os ressaltos

Isack Hadjar no Red Bull RB22 em Baku, no Grande Prémio do Azerbaijão de 2026. Não é Singapura.
Isack Hadjar no Red Bull RB22 em Baku, no Grande Prémio do Azerbaijão de 2026. Não é Singapura.

Depois da vitória em Sepang, o AutoGear escreveu que Marina Bay seria o teste seguinte à versatilidade do RB22. Isack Hadjar, colega de equipa de Verstappen, está confiante. “Não vejo razão para não andarmos bem numa pista como esta”, disse. Baku e Sepang, lembrou, “não têm literalmente nada em comum”, e o RB22 respondeu nas duas.

Mas o francês admite que nem tudo está resolvido. “Ainda sinto, por vezes, que tenho limitações na forma como o monolugar lida com o piso”, explicou. “Nem tem de ser nos corretores, pode ser só uma pista com ressaltos a desequilibrar o monolugar.” Hadjar reconhece que a equipa ainda tem coisas para melhorar.

O que espera Verstappen em Singapura

Imagem de arquivo. Max Verstappen festeja o segundo lugar no Grande Prémio de Singapura de 2025. Não é a corrida deste fim de semana.
Imagem de arquivo. Max Verstappen festeja o segundo lugar no Grande Prémio de Singapura de 2025. Não é a corrida deste fim de semana.

O objetivo assumido fica abaixo da vitória. “Queremos tentar ser competitivos e, digamos, estar na luta pelo pódio”, disse Verstappen, que espera ver a equipa um pouco mais competitiva do que nos últimos anos.

O fim de semana é de Sprint, com um único treino livre, e o piloto quer “encontrar logo um bom equilíbrio” no monolugar nessa sessão. A qualificação, tanto a da Sprint como a da corrida, é o que “normalmente define onde se termina”, porque em Marina Bay é “muito difícil” ultrapassar.

Segundo o calendário da Fórmula 1, a Sprint corre-se no sábado, 10 de outubro, e o Grande Prémio no domingo, 11.

Leia também

Perguntas e respostas

Porque é que Verstappen tem “assuntos por resolver” em Singapura?

Porque ainda não ganhou o Grande Prémio de Singapura. Foi o próprio Max Verstappen que o disse na quinta-feira, em Marina Bay. Para este ano, o objetivo que assumiu é estar na luta pelo pódio.

Porque é que a Red Bull tem dificuldades em Singapura?

Verstappen explicou que, nos últimos anos, a Red Bull foi sempre fraca em baixa velocidade, a passar nos corretores e a absorver os ressaltos. Segundo o piloto, o RB22 é mais competitivo nas curvas lentas, mas ainda sofre nos ressaltos e nos corretores. Isack Hadjar diz sentir limitações mesmo fora dos corretores, numa pista com ressaltos.

O Grande Prémio de Singapura de 2026 tem corrida Sprint?

Sim. Segundo o calendário da Fórmula 1, a Sprint disputa-se no sábado, 10 de outubro, e o Grande Prémio no domingo, 11. Com um único treino livre, Verstappen diz que o mais importante é encontrar logo um bom equilíbrio no monolugar e qualificar-se bem, porque é muito difícil ultrapassar em Marina Bay.

Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.redbullracing.com/int-en/races/azerbaijan-grand-prix-2026/best-pics-azerbaijan-grand-prix-2026

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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