Toto Wolff revela motivos para dificuldades de Russell em mónaco

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Toto Wolff, diretor da Mercedes em Fórmula 1, revelou que a principal razão para o fraco desempenho de George Russell na qualificação do Grande Prémio de Mónaco esteve na perda de confiança do piloto no seu monolugar. Apesar de Russell ter demonstrado sinais promissores durante a última sessão de treinos livres em Monte Carlo, o piloto britânico não conseguiu replicar essa forma nas voltas de qualificação, terminando apenas na sexta posição, enquanto o seu colega de equipa, Kimi Antonelli, conquistava a pole position.

Em declarações à Sky Sports F1 após uma qualificação tensa, Wolff explicou: «Tendemos a analisar muito o lado psicológico, mas o George é muito robusto e resiliente. Teve algumas corridas em que a sorte não esteve do seu lado ou não coincidiu no momento certo. Aqui, não creio que tenha sido tanto um problema psicológico. Ele simplesmente nunca teve confiança no carro. A qualificação começou em desvantagem. O FP3 ainda correu dentro do esperado.»

O chefe da Mercedes acrescentou ainda: «Quando se começa a ficar atrás no desempenho e se perde a confiança, é extremamente difícil recuperar. Acho que mais uma sessão e ele estaria lá perto, mas não tinha aderência. Em Mónaco, sem aderência não se consegue pressionar.»

Depois de um início de temporada auspicioso, com vitórias no Grande Prémio da Austrália e na corrida sprint da China, Russell tem enfrentado diversos contratempos. Problemas no carro afetaram a sua qualificação na China, a sua estratégia foi prejudicada pela entrada do safety car no Japão e voltou a ter dificuldades mecânicas no Canadá.

Por outro lado, Kimi Antonelli tem tido uma temporada de sonho: tornou-se o piloto mais jovem a liderar o campeonato após triunfos consecutivos na China e no Japão, seguindo-se as vitórias em Miami e no Canadá. Antonelli alargou agora a sua vantagem para 43 pontos sobre Russell, complicando a luta interna na Mercedes.

Esta situação deixa a equipa alemã a reflectir sobre como ajudar Russell a recuperar a confiança e o ritmo necessários para desafiar o seu colega e manter a competitividade na luta pelo título. A próxima prova será decisiva para perceber se o britânico consegue voltar a impor-se num cenário cada vez mais desafiante.

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