Shane van Gisbergen reagiu de forma breve e reservada após se reunir com oficiais da NASCAR e Austin Hill no EchoPark Speedway, numa conversa que durou 17 minutos para esclarecer o incidente ocorrido no Chicagoland Speedway no domingo anterior. A NASCAR analisou o caso sob vários ângulos e decidiu não aplicar penalizações a nenhum dos pilotos, não encontrando provas definitivas de que o contacto de van Gisbergen com Hill tivesse sido intencional. Também não penalizaram Hill pelo toque à viatura nº 97 durante a fase de bandeira amarela.
Na antevisão à qualificação da NASCAR Cup Series no EchoPark Speedway, van Gisbergen, piloto da Trackhouse Racing, deu uma reação franca sobre o encontro. “Ah, correu. É interessante”, afirmou, segundo Steven Taranto, da CBS Sports.
O contacto entre os dois aconteceu na volta 48 da prova Aero 400, quando van Gisbergen tocou em Hill, fazendo com que o Chevrolet nº 33 da Richard Childress Racing embatesse violentamente na parede exterior, terminando a prova com danos severos na traseira. Hill classificou-se em 37º lugar após completar 47 voltas, enquanto van Gisbergen terminou na 25ª posição. A equipa de Hill acreditava que o toque fora intencional, visto como retaliação pelo sucedido em San Diego, mas o piloto da Trackhouse Racing negou tal intenção, explicando que tentava ultrapassar Hill por dentro antes da colisão. Depois do embate, Hill regressou à pista e tocou no carro de van Gisbergen durante a bandeira amarela antes de se retirar para a garagem.
Quando questionado sobre se houve diálogo com van Gisbergen durante a reunião, Austin Hill respondeu: “Houve uma conversa”.
Justin Marks, proprietário da Trackhouse Racing, também se pronunciou sobre o incidente em Chicagoland numa emissão da SiriusXM NASCAR Radio, a 9 de julho. Marks defendeu que van Gisbergen não teve qualquer intenção de causar o acidente, interpretando o episódio como azar numa luta apertada pela posição. “Estavam a disputar a parte de baixo da pista, era tudo muito dependente da linha na entrada da curva. Ele tentou ir para o interior, e são apenas dois pilotos a lutar por um espaço”, explicou. Acrescentou que, na sua opinião, não havia motivo para retaliação após San Diego, considerando que Hill cometeu um erro: “Isso acontece”.
Marks revelou ainda que van Gisbergen ficou descontente com o desfecho da corrida e não esperava que o contacto resultasse num acidente tão grave. Sublinhou, por fim, que, dado o relacionamento entre a Trackhouse Racing, a Richard Childress Racing e outras equipas Chevrolet, nenhum piloto inteligente arriscaria criar uma rivalidade que pudesse prejudicar essas relações.
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