Uma escolha estratégica crucial acabou por custar caro a Oliver Rowland no segundo confronto da Fórmula E em Xangai, onde o piloto da Nissan abdicou do seu “feeling” inicial e optou por uma afinação de chuva que se revelou penalizadora à medida que a pista secava. Depois de um fim-de-semana marcado por condições meteorológicas muito variáveis e desempenhos inconsistentes da equipa, Rowland terminou o E-Prix de Xangai aquém das expectativas, enquanto rivais que arriscaram uma afinação de seco subiram ao pódio.
Na primeira corrida do fim-de-semana, Rowland arrancou e terminou na 13.ª posição, não conseguindo capitalizar as melhorias da Nissan nalgumas sessões. Para a segunda prova, com a pista molhada, surpreendeu na qualificação ao garantir o quarto lugar da grelha. Contudo, durante a corrida, a escolha de uma afinação totalmente de chuva acabou por ser prejudicial quando uma linha seca começou a formar-se, relegando Rowland para o oitavo posto final. Pilotos como Lucas di Grassi, Jean-Eric Vergne e Joel Eriksson, que arriscaram com afinações de seco desde o início, aproveitaram a evolução do asfalto para recuperarem posições e assegurarem lugares no pódio.
Após a corrida, Rowland explicou as dificuldades do fim-de-semana e a escolha técnica que ditou o seu resultado: “FP2 foi boa, a qualificação foi má, a corrida de sábado no seco foi boa, e depois fomos maus à chuva”, afirmou o piloto à RacingNews365. “Domingo de manhã estivemos provavelmente melhor do que o esperado no molhado, mérito da equipa. Depois optámos por uma afinação totalmente de chuva para a corrida, mas simplesmente não resultou, e outros arriscaram. Também penso que alguns estavam a consumir demasiado, e teriam tido problemas se não tivesse havido full-course yellow. Mas conseguimos, pelo menos, salvar quatro pontos, o que é melhor do que nada.”
Este desfecho fez Rowland descer ao terceiro lugar do campeonato, agora a 27 pontos do novo líder, Pascal Wehrlein. O britânico admitiu que hesitou até ao último momento quanto à afinação ideal, reconhecendo que seguir o seu instinto poderia ter mudado o rumo da prova: “Foi o meu feeling porque sabia a quantidade de chuva, e devia tê-lo seguido, para ser sincero. Mas é fácil falar depois dos acontecimentos”, confessou Rowland, deixando perceber o peso da decisão na luta pelo título.
O campeonato segue agora com Rowland a tentar recuperar terreno, sabendo que decisões estratégicas podem ser determinantes na batalha pelo topo da classificação.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)

