Pierre Gasly enfrenta um enigma técnico que tem condicionado o seu desempenho desde o início da temporada, após um arranque promissor ao volante do Alpine. O piloto francês, que já somou pontos em quatro das cinco primeiras provas do ano, revelou estar a lidar com problemas “fundamentais” no seu monolugar, que têm dificultado a extração de rendimento desde o Grande Prémio de Miami.
Apesar de ocupar a oitava posição no campeonato — a melhor entre os pilotos que não conduzem Mercedes, McLaren, Ferrari ou Red Bull de Max Verstappen —, Gasly admitiu que o fim de semana no Canadá foi “complicado” e que o seu carro parecia estar “absolutamente perdido”. Enquanto o seu colega de equipa Franco Colapinto conseguiu um sólido sexto lugar, o antigo vencedor de Grandes Prémios descreveu uma desconcertante perda de sensibilidade ao longo do fim de semana.
“Não sei bem o que se passa desde Miami, mas, neste momento, do meu lado, estamos absolutamente noutro patamar,” confessou Gasly após a qualificação em Montreal. “Foi um top 10 fácil, o carro estava consistente, mas eu não conseguia travar, não conseguia entrar nas curvas, nem acelerar. Não havia aderência.”
O piloto francês foi claro ao sublinhar que o problema vai além das atualizações técnicas recentes: “Podem perguntar à equipa, mas não vou comentar sobre a retirada de algumas atualizações, porque há mais coisas em jogo. É algo mais fundamental que não está a funcionar desde Miami, e há muito trabalho pela frente.”
Gasly revelou ainda que, apesar dos dados mostrarem claramente anomalias, a origem do problema permanece um mistério: “Há coisas que não fazem sentido nos dados, mas ainda não encontramos as soluções.”
Na corrida no Canadá, onde terminou em oitavo lugar, Gasly descreveu a prova como uma “gestão de danos”: “Foi o mesmo problema que se manifestou desde o primeiro treino em Miami. Os dados confirmam claramente o que está a acontecer, só temos de perceber a origem para resolver. Este será um dos focos para o trabalho em Mónaco.”
Gasly mostrou-se resignado, mas determinado: “Por isso, estou satisfeito por ficar em oitavo a partir do 14.º lugar. Posso sentir o que sinto, e os dados mostram a diferença, mas não me parece que seja uma questão de afinação do carro. Precisamos de voltar à fábrica para compreender melhor, porque há desempenho para tirar, mas desde Miami claramente algo mudou na forma de extrair o potencial, e eu preciso de recuperar isso.”
A equipa Alpine está agora sob pressão para decifrar este enigma técnico que tem travado um dos seus pilotos mais competitivos, numa altura em que a luta pela consistência e pontos é crucial para o desenvolvimento do campeonato. Pierre Gasly mantém-se firme na busca pela resposta que lhe permita voltar ao seu melhor nível.
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