Os parafusos de um Pagani custam mais do que um Porsche 911. Saiba porquê?

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Quando se fala de um Pagani, é fácil pensar primeiro no design, no motor V12 da AMG ou no preço milionário. Mas há um detalhe quase invisível que ajuda a perceber porque é que estes hipercarros estão num patamar completamente diferente: os parafusos.

Sim, leu bem. Só os parafusos utilizados na construção de um único Pagani podem custar mais do que um Porsche 911 novo.

Foi revelado que cada Pagani utiliza cerca de 2.000 parafusos em titânio. O valor estimado de cada um ronda as 60 libras (cerca de 80 dólares), o que significa que o conjunto ultrapassa facilmente os 160 mil dólares, mais do que o preço de entrada de um Porsche 911 nos Estados Unidos, por exemplo.

Um nível de detalhe quase impossível de imaginar

Mas o valor destes parafusos não se explica apenas pelo material utilizado. Cada um deles recebe uma gravação microscópica com o logótipo da Pagani. A inscrição tem apenas dois mícrons de espessura, o equivalente a 0,002 milímetros, cerca de 35 vezes mais fina do que um cabelo humano. É um detalhe praticamente invisível a olho nu, mas que demonstra o nível de perfeccionismo da marca fundada por Horacio Pagani.

Ainda assim, importa referir que a Pagani nunca confirmou oficialmente o custo real destes componentes. O valor apresentado resulta de uma estimativa baseada no preço unitário referido durante a visita, pelo que não corresponde necessariamente ao custo de produção da marca.

Até uma vareta do óleo parece uma peça de luxo

O cuidado colocado na construção de um Pagani vai muito além da carroçaria em fibra de carbono ou do motor. Um dos melhores exemplos é a vareta do óleo. Em vez de ser uma simples peça funcional, é fabricada em titânio, maquinada com enorme precisão e posteriormente anodizada.

Depois disso, cada vareta é montada temporariamente para perceber exatamente a posição em que fica apertada. Só então recebe a gravação definitiva do logótipo, garantindo que este fica perfeitamente alinhado quando a peça é instalada pela última vez.

Um volante que demora horas a ficar pronto

Outro exemplo impressionante é o volante. Tudo começa com um bloco maciço de alumínio de cerca de 43 kg. Após várias horas de maquinação, sobra uma peça com apenas 1,7 kg. Mas o processo não termina aí. Cada volante passa depois pelas mãos de um artesão com décadas de experiência, que dedica cerca de oito horas apenas ao polimento manual, até atingir o acabamento perfeito.

Muito mais do que um automóvel

A filosofia da Pagani está presente em praticamente todos os componentes do carro. Desde os braços da suspensão aos rolamentos das rodas, cada peça recebe um tratamento digno de uma obra de arte.

É precisamente essa obsessão pelo detalhe que ajuda a justificar porque é que um Pagani pode custar vários milhões de euros. Não é apenas um hipercarro rápido ou exclusivo; é um automóvel construído quase como uma peça de alta-relojoaria, onde até os componentes mais pequenos recebem a mesma atenção que as partes visíveis.

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