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Mercedes tenta contratar Max Verstappen e Russell reage à ameaça Ferrari

Publicado a 17 de Junho de 2026, 23h58  ·  Atualizado a 26 de Junho de 2026, 00h36  ·  4 min de leitura

SUZUKA, JAPAN - MARCH 28: Eleventh placed qualifier Max Verstappen of the Netherlands and Oracle Red Bull Racing looks on during qualifying ahead of the F1 Grand Prix of Japan at Suzuka Circuit on March 28, 2026 in Suzuka, Japan. (Photo by Rudy Carezzevoli/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202603280250 // Usage for editorial use only //

O alegado convite da Mercedes a Max Verstappen para deixar a Red Bull está a agitar o paddock da Fórmula 1, numa altura em que o domínio do neerlandês parece inabalável. Este cenário ganha ainda mais contornos dramáticos após as recentes declarações de Ralf Schumacher, antigo piloto de F1, que revelou publicamente que a equipa de Brackley terá mesmo feito uma proposta concreta ao tricampeão do mundo, numa tentativa de abalar o equilíbrio de forças no topo do campeonato. Ao mesmo tempo, George Russell não esconde a pressão interna, antecipando uma luta feroz com uma Ferrari que surpreendeu em Barcelona e promete baralhar ainda mais as contas do título.

Na mais recente prova do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, o Grande Prémio da Catalunha, Max Verstappen voltou a demonstrar porque é considerado o homem a bater, vencendo com uma vantagem de 2,2 segundos sobre Lando Norris, da McLaren. Lewis Hamilton, da Mercedes, completou o pódio, mas o destaque vai para a Ferrari, que apesar de não subir ao top-3, mostrou um ritmo surpreendente, especialmente com as actualizações implementadas no SF-24. As voltas rápidas estiveram ao rubro, com Norris a registar o tempo mais rápido da corrida em 1:17.425, enquanto a Red Bull manteve o controlo estratégico da prova desde cedo, apesar da pressão constante.

A possível transferência de Verstappen para a Mercedes não só seria um golpe de teatro no mercado de pilotos, como poderia redefinir toda a hierarquia do campeonato. Com a Red Bull a liderar confortavelmente, a Mercedes procura reinventar-se após uma primeira metade da temporada recheada de altos e baixos. Segundo Ralf Schumacher, “A Mercedes fez uma oferta muito séria ao Max. Não é segredo que Toto Wolff quer construir uma nova era vencedora e vê em Verstappen o pilar desse projecto.” Esta revelação surge num contexto em que o próprio George Russell já reconhece publicamente a ameaça crescente da Ferrari, afirmando que “as equipas que conseguirem introduzir pacotes de evolução mais cedo vão estar em vantagem este ano”. Russell, que terminou à frente de Charles Leclerc em Barcelona, acredita que a luta está longe de estar fechada: “O campeonato está muito aberto. Com as melhorias que a Ferrari apresentou, vai ser uma batalha até ao fim.”

O ambiente dentro da Mercedes também esteve sob escrutínio, com relatos de frustração por não conseguirem travar o domínio de Verstappen. Renger van der Zande, piloto holandês, revelou que “o perfeccionismo de Max chegou a deixar a Mercedes irritada, porque ele não aceita nada menos do que a perfeição em todos os detalhes”. A pressão sobre a equipa alemã é evidente, já que a última vitória de Hamilton remonta ao ano passado e a Mercedes procura desesperadamente inverter o ciclo, recorrendo tanto à evolução técnica como a possíveis mudanças no plantel de pilotos.

A surpresa estratégica da Ferrari em Barcelona foi tema de análise por Jacques Villeneuve, campeão do mundo em 1997, que confessou: “Não esperava uma abordagem tão agressiva da Ferrari nesta fase. Fiquei surpreendido com as decisões tomadas durante a corrida, mas é esse tipo de ousadia que pode fazer a diferença no campeonato.” Este posicionamento da Scuderia de Maranello, aliado ao desenvolvimento constante da McLaren, ameaça tornar imprevisível a luta pelos lugares cimeiros.

A próxima prova será o Grande Prémio da Áustria, no Red Bull Ring, casa da Red Bull e palco onde Verstappen já prometeu apresentar um novo capacete especial, em tons de laranja, para celebrar a ligação ao público neerlandês e à equipa. Do ponto de vista classificativo, a vitória de Verstappen em Espanha permitiu-lhe consolidar a liderança do campeonato, enquanto Norris e Hamilton continuam na perseguição directa. A Mercedes, apesar das dificuldades, mantém-se na luta pelo segundo lugar do Mundial de Construtores, mas sente a pressão da Ferrari e da McLaren, que já ameaçam ultrapassar a formação de Brackley caso os resultados não melhorem rapidamente.

No horizonte próximo, todas as atenções estarão centradas na evolução técnica das equipas e na possível reviravolta no mercado de pilotos, com a situação de Max Verstappen a pairar como a grande incógnita. Se a Mercedes conseguir assegurar o neerlandês para 2025, o equilíbrio de forças poderá alterar-se drasticamente, mas para já, a Red Bull continua a ser o alvo a abater. Resta saber como reagirão Ferrari e McLaren, numa época em que cada décimo de segundo pode fazer a diferença entre a glória e a desilusão.

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Redação

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Assinatura da redação do AutoGear, usada no acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel. A produção destes textos é apoiada por ferramentas automáticas.

A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante.

A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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