Jos Verstappen recusou um convite para testar pela Ferrari em dezembro de 2001, uma decisão que acabou por marcar a sua carreira de forma decisiva. Durante umas férias na Noruega, o piloto holandês recebeu um telefonema do construtor italiano, com Michael Schumacher e Jean Todt envolvidos na proposta para que Verstappen integrasse a equipa como piloto de testes. Apesar da oportunidade de estar ligado à equipa mais dominante da Fórmula 1, Verstappen optou por manter o seu lugar de piloto titular na Arrows para a temporada 2002.
A decisão de Jos Verstappen esteve diretamente relacionada com um episódio anterior, ocorrido em julho de 2001 no Grande Prémio da Grã-Bretanha. Nesse dia, Heinz-Harald Frentzen disputou a sua última corrida pela Jordan, terminando em sétimo lugar, resultado insuficiente para manter o seu lugar na equipa. Pouco depois, Frentzen foi despedido apesar de ter contrato até 2002, sendo substituído inicialmente por Ricardo Zonta e depois por Jean Alesi. A situação abriu portas para que a equipa Arrows contratasse Frentzen, que trazia experiência e capacidade para atrair patrocínios. Contudo, esta contratação aconteceu mesmo com Verstappen já sob contrato com a Arrows para 2002, fazendo com que o holandês fosse afastado da equipa e forçado a recorrer a ações legais por quebra de contrato.
O resultado prático foi devastador para Verstappen, que ficou afastado da Fórmula 1 durante toda a época de 2002. Por outro lado, a Arrows não teve sucesso, pois enfrentou problemas financeiros graves que a levaram a abandonar o campeonato logo após o Grande Prémio da Alemanha, deixando Frentzen sem lugar antes do final da temporada.
A oferta da Ferrari não incluía um lugar de piloto titular, pois Rubens Barrichello estava firmemente estabelecido como segundo piloto ao lado de Schumacher. No entanto, o papel de piloto de testes teria mantido Verstappen ativo na Fórmula 1, acumulando quilómetros com o melhor monolugar da altura, fortalecendo relações dentro da equipa e permanecendo visível para outras equipas no momento em que a sua carreira enfrentava incertezas. Na altura, os lugares de piloto de testes estavam ocupados por Luca Badoer e Luciano Burti, mas Verstappen era considerado uma opção mais experiente e qualificada.
Em vez disso, o holandês viu a temporada de 2002 do lado de fora do paddock, apenas regressando à Fórmula 1 em 2003 para uma última temporada ao volante da Minardi. Esta decisão e a subsequente exclusão da Arrows acabaram por condicionar severamente o rumo da sua carreira no desporto motorizado.
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