Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, defendeu a atual fórmula dos regulamentos da Fórmula 1, apesar das críticas que têm surgido sobre a gestão de energia e a perda de potência em retas longas. O jovem piloto afirmou que os carros continuam a ser divertidos de conduzir e que é tempo de aceitar a realidade vigente até 2030, virando a página em relação às discussões sobre o formato atual.
Na fase da temporada em que as limitações do novo conceito são mais evidentes, circuitos como Silverstone e Spa têm mostrado desafios acrescidos devido à gestão das baterias. Oscar Piastri chegou mesmo a lamentar que o desafio do circuito pudesse ser diluído por causa das baterias vazias. No entanto, Bortoleto contrapôs essa visão, destacando que Silverstone mantém a sua magia, mesmo com velocidades inferiores em algumas curvas rápidas.
“Não penso que tenhamos perdido a magia do desporto”, afirmou Bortoleto em entrevista. “Continuamos a passar muito rápido pela Copse. São 280 km/h, por isso ainda tenho de levantar o pé para fazer essa curva. Não é assim tão fácil fazê-la a fundo, não é como se estivéssemos a dizer ‘ah, não estamos a usar toda a aderência que temos’. Obviamente, no ano passado o conceito era diferente, mas penso que devíamos virar a página. São estes os regulamentos com que vivemos atualmente.”
O piloto brasileiro reforçou a ideia de que as críticas continuam a ser um tema recorrente, apesar de estarem definidos os regulamentos até 2030 e de haver planos para um possível regresso aos motores V8 em 2031. Para ele, o chassis dos atuais monolugares tem sido geralmente apreciado pelos pilotos pela maior agilidade que proporciona, mantendo o prazer de condução.
“Se ainda há pessoas a queixar-se disso, basta virar a página. São estes os regulamentos que temos até 2030, se entendi bem”, acrescentou Bortoleto. “E depois, em 2031, quando passarmos para os novos regulamentos, voltamos a falar sobre isso. Mas não podemos passar três anos a falar sempre do mesmo problema, porque é isso que temos. Os carros continuam a ser divertidos de conduzir.”
Com estas declarações, Gabriel Bortoleto apela a uma aceitação pragmática dos regulamentos atuais, sublinhando que o foco deve estar na adaptação e na valorização do que ainda torna a Fórmula 1 um desporto apaixonante, apesar das mudanças tecnológicas recentes.
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