Jetta, Taycan e até o Fabia: quem será a próxima vítima dos cortes na Volkswagen?

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O Grupo Volkswagen poderá estar prestes a entrar numa das maiores reestruturações da sua história. Depois de anunciar um ambicioso plano de redução de custos, surgem agora informações de que vários modelos emblemáticos das marcas do grupo poderão ter os dias contados. Segundo o jornal alemão Bild, a estratégia passa por reduzir significativamente a complexidade da gama, eliminando modelos menos rentáveis e concentrando esforços nos veículos que garantem maiores margens de lucro. O objetivo é claro: até ao final da década, o grupo pretende reduzir até 50% da sua oferta atual de modelos e cortar em 75% o número de variantes disponíveis. Ao mesmo tempo, a capacidade de produção anual deverá baixar dos atuais 10 milhões para cerca de 9 milhões de automóveis. Embora a Volkswagen não tenha confirmado oficialmente quais os modelos afetados, a lista avançada pela imprensa alemã inclui alguns nomes de peso.

Jetta, Taycan e Fabia entre os possíveis “condenados”

Entre as maiores surpresas surge o Volkswagen Jetta, um modelo com quase quatro décadas de história e que, apesar de já não ter o protagonismo de outros tempos, continua a ser um dos sedãs mais conhecidos da marca. Também o Volkswagen Taos poderá não receber uma nova geração, algo que confirma a crescente pressão sobre os SUV compactos menos rentáveis.

Mas é na Porsche que poderão surgir algumas das decisões mais polémicas

De acordo com o Bild, o Taycan poderá não ter sucessor direto após o fim do ciclo de vida da atual geração. Uma decisão surpreendente, tendo em conta que o primeiro elétrico da Porsche continua a ser um dos modelos mais importantes na estratégia de eletrificação da marca, apesar de as vendas terem perdido algum fôlego nos últimos tempos. Outra vítima poderá ser o Cayenne Coupé, cuja continuidade também está em dúvida. Ainda mais delicada é a situação do Porsche 718. Apesar de a marca ter admitido, há menos de um ano, a possibilidade de um regresso dos motores de combustão aos futuros Boxster e Cayman, a imprensa alemã avança agora que esse plano poderá ter sido cancelado. Caso se confirme, poderá representar um duro golpe para os entusiastas da marca.

Audi e Skoda também podem perder modelos importantes

Na Audi, os rumores apontam para o fim dos Q5 Sportback e Q6 e-tron Sportback após a atual geração, numa tentativa de simplificar a oferta e reduzir a sobreposição entre modelos. Já a Skoda poderá despedir-se de um dos seus automóveis mais emblemáticos: o Fabia. A possível saída de cena do utilitário checo volta a levantar dúvidas sobre o futuro dos pequenos automóveis com motor de combustão, numa altura em que as exigentes normas ambientais europeias tornam cada vez mais difícil garantir a rentabilidade deste tipo de modelos. Curiosamente, os seus “irmãos” Volkswagen Polo e SEAT Ibiza não são mencionados no relatório.

Nem os novos modelos escapam

Um dos casos mais surpreendentes é o do Cupra Raval. Segundo as informações avançadas na Alemanha, o pequeno elétrico espanhol poderá ficar limitado a apenas uma geração, numa decisão que indicia a dimensão da reestruturação em curso no seio do grupo.Caso se confirme, significaria que a Volkswagen já está a definir o futuro de alguns modelos antes mesmo de estes terem oportunidade de provar o seu valor comercial.

Foco total na rentabilidade

A mensagem parece ser clara: no Grupo Volkswagen, vender muito deixou de ser suficiente. A prioridade passa agora pela rentabilidade de cada modelo, numa estratégia liderada por Oliver Blume, CEO do grupo, que procura tornar o gigante alemão mais eficiente e preparado para enfrentar os enormes desafios da transição elétrica. Segundo o jornal Bild, a não substituição destes modelos poderá permitir uma poupança de cerca de 6,5 mil milhões de euros até 2031. No entanto, tudo indica que esta lista poderá ser apenas o início de uma transformação muito mais profunda. Para já, o Grupo Volkswagen não confirmou oficialmente quais os modelos que irão desaparecer, mas uma coisa parece cada vez mais evidente: os próximos anos prometem mudar radicalmente o rosto de algumas das marcas mais importantes da indústria automóvel.

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