Guenther Steiner alerta para ordens de equipa da Mercedes face à ameaça Ferrari

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O ressurgimento da Ferrari no Grande Prémio de Barcelona-Catalunha, onde Lewis Hamilton conquistou a sua primeira vitória com a Scuderia, lançou um novo foco sobre as estratégias de bastidores nas equipas de topo da Fórmula 1. A reacção imediata do paddock centrou-se não só no desempenho impressionante da Ferrari como também nas potenciais consequências para a luta pelo campeonato, especialmente tendo em conta as decisões estratégicas que a Mercedes poderá ser obrigada a tomar caso o perigo vermelho se intensifique.

O resultado da corrida catalã viu Hamilton cruzar a linha de meta à frente de Max Verstappen e Charles Leclerc, com uma diferença de apenas 2,4 segundos para o piloto da Red Bull. Carlos Sainz terminou em quarto, consolidando o excelente momento da Ferrari. No campeonato de construtores, a Red Bull mantém-se na liderança, mas a distância para a Scuderia de Maranello reduziu-se para apenas 24 pontos, com a Mercedes a manter-se no terceiro posto, mas cada vez mais pressionada por trás e incapaz de igualar o ritmo dos dois da frente. No campeonato de pilotos, Hamilton subiu para o terceiro lugar, ultrapassando George Russell e aproximando-se de Leclerc e Verstappen, que continuam a liderar a classificação.

A importância deste resultado não se esgota no simples registo estatístico. A Ferrari, tradicionalmente forte em Barcelona, mostrou que está pronta para assumir um papel central na luta pelo título, ameaçando a hegemonia recente da Red Bull e colocando pressão acrescida sobre a Mercedes, que se vê obrigada a repensar a sua abordagem interna. Guenther Steiner, antigo chefe da Haas, analisou o momento e apontou para a possibilidade de Toto Wolff recorrer a ordens de equipa mais assertivas caso a Ferrari e Hamilton se mantenham como ameaça consistente aos objectivos da Mercedes. “Se o Hamilton com a Ferrari começar a ameaçar seriamente a Mercedes no campeonato dos construtores ou dos pilotos, não tenho dúvidas de que o Toto Wolff irá recorrer a ordens de equipa. Ele é pragmático e sabe que, nestas situações, o colectivo está acima de tudo”, afirmou Steiner em declarações após a corrida.

Toto Wolff, director da Mercedes, reagiu com cautela às declarações, mas não descartou a possibilidade de estratégias de equipa no futuro: “O nosso foco é sempre maximizar os pontos para a Mercedes, mas acreditamos na competição justa entre os nossos pilotos. No entanto, se a conjuntura do campeonato o exigir, tomaremos as decisões necessárias para proteger os nossos interesses.” Por seu lado, Lewis Hamilton, visivelmente emocionado com a vitória, sublinhou: “Esta vitória é algo muito especial, mas sabemos que o campeonato é longo e não podemos relaxar. A Ferrari está a mostrar que tem andamento e vamos lutar por cada oportunidade.” Charles Leclerc, da Ferrari, também não ficou indiferente: “Estamos cada vez mais confiantes. Sabemos que temos carro e equipa para dar luta até ao fim.”

Olhando para o futuro imediato, o próximo desafio será o Grande Prémio da Áustria, uma pista onde a Red Bull tem historicamente dominado, mas onde a Ferrari pretende manter o ritmo e a Mercedes procura recuperar terreno. A pressão sobre a estrutura liderada por Toto Wolff aumenta, pois qualquer deslize poderá custar pontos preciosos num campeonato que se antevê cada vez mais renhido. Com Hamilton a adaptar-se rapidamente à Ferrari e a Red Bull ainda com ligeira vantagem, o campeonato de 2024 promete ser um dos mais disputados da última década, com estratégias e decisões de equipa a assumirem um papel central no desfecho da temporada.

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