A Aston Martin chega ao Grande Prémio da Hungria com um pacote de evoluções ambicioso, numa fase crucial da temporada de Fórmula 1. Fernando Alonso, piloto da equipa, demonstra confiança na capacidade técnica liderada por Adrian Newey e na fiabilidade da unidade motriz fornecida pela Honda. A estreia deste novo conjunto servirá para validar o rumo do desenvolvimento do monolugar, numa altura em que a equipa procura recuperar terreno na tabela.
Até ao momento, a Aston Martin optou por uma estratégia diferente das restantes equipas, acumulando atualizações para apresentar um grande salto de performance, em vez de melhorias incrementais. Este método, porém, teve custos evidentes, com o carro a distanciar-se da frente em circuitos como Silverstone e Spa-Francorchamps, onde Alonso chegou a estar a mais de dois segundos dos líderes. O espanhol reconhece que recuperar esse atraso não será imediato, mas mantém a esperança na eficácia do pacote que agora estreia.
Fernando Alonso falou sobre a abordagem adotada pela equipa: “Não acho que isso mude a abordagem que tivemos até agora este ano. Vamos a cada corrida tentar maximizar aquilo que temos nas mãos. Acho que, nas primeiras 12 corridas, todas as equipas optaram por uma estratégia mais convencional, de trazer duas ou três décimas a cada duas ou três corridas. Nós não fizemos isso, por isso ficámos um pouco atrás de toda a gente na grelha, e agora vamos tentar recuperar tudo de uma vez. Não estou a pensar demasiado em números, posições ou algo do género, porque em Spa o carro à nossa frente estava 2,1 segundos à frente, por isso não há pacote no mundo que te dê essa quantidade de tempo. Estou mais interessado em compreender a direção do carro, se estamos num bom caminho e se finalmente destravamos a performance.”
Sobre a confiança na equipa técnica e na parceria com a Honda, Alonso revelou total convicção: “Não tenho dúvidas, zero dúvidas, de que o Adrian vai fornecer o melhor carro da grelha, mais cedo ou mais tarde. Do lado da unidade motriz, também não tenho dúvida. Acho que é uma questão de tempo até a Honda resolver os problemas, porque é isso que têm feito nos últimos 40 anos de competição.”
Este Grande Prémio representa um momento decisivo para a Aston Martin, que espera que o novo pacote permita reduzir a distância para as equipas da frente e validar o caminho técnico traçado para a segunda metade da temporada. A resposta do circuito de Hungaroring será crucial para perceber se a estratégia de desenvolvimento concentrado pode dar frutos e colocar Fernando Alonso mais perto das posições cimeiras.
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