Mercedes explica problema de Russell e Ferrari contesta penalização de Hamilton

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George Russell ficou furioso com a falta de potência no arranque da corrida no Grande Prémio da Bélgica, um problema que a Mercedes já analisou e esclareceu. O diretor técnico adjunto da Mercedes, Simone Resta, confirmou que existiram diferenças na gestão do motor entre Russell e o seu companheiro Kimi Antonelli no início da prova em Spa-Francorchamps. Apesar de inicialmente se atribuir a questão ao estilo de condução distinto dos pilotos, a análise detalhada revelou que, mesmo após Russell ajustar o seu estilo, persistiam diferenças na forma como o motor se comportava nos dois carros.

Resta explicou que “uma das maiores causas estava relacionada com o estilo de condução, diferente entre os dois carros”. George Russell estudou estas diferenças e conseguiu adaptar-se para a corrida na Bélgica, mas “ainda assim, conseguimos observar uma diferença na gestão do motor entre os dois carros”. Este esclarecimento surge após a desistência prematura de Russell, que foi literalmente lançado para a gravilha na primeira volta devido a um toque de Lewis Hamilton, que resultou numa penalização de cinco segundos para o piloto da Mercedes.

A Ferrari, por seu lado, mostrou-se surpresa com a penalização aplicada a Hamilton. O diretor da equipa, Fred Vasseur, considerou a sanção “severa”, sobretudo porque, até ao momento, todos os incidentes da primeira volta tinham sido tratados como incidentes de corrida. Vasseur afirmou em declarações após o Grande Prémio que “a pessoa [Russell] tinha espaço suficiente para não fechar à direita e ir para a esquerda”, contestando a decisão dos comissários.

No que diz respeito ao futuro da Red Bull, surgiu a notícia de que Tom Hart será o engenheiro de pista de Max Verstappen a partir da temporada de 2027, substituindo GianPiero Lambiase. Esta mudança ocorreu depois de Lambiase ter decidido não aceitar uma proposta para se transferir para a Williams, optando por permanecer na Red Bull como engenheiro de performance.

Quanto à batalha pelo título dentro da Mercedes, Toto Wolff, diretor da equipa, deixou claro que não irá implementar ordens de equipa para apoiar Kimi Antonelli, apesar do italiano ter aumentado a vantagem na liderança do campeonato após a vitória em Spa. A corrida belga foi uma prova de contrastes para a equipa alemã, com Antonelli a triunfar e Russell a abandonar após o incidente com Hamilton. Com a desistência, Russell viu a sua desvantagem para Antonelli aumentar para 50 pontos, mas Wolff insistiu que a equipa não interferirá na competição interna com ordens para favorecer um piloto.

A próxima prova do campeonato será decisiva para perceber se Russell consegue recuperar terreno face ao seu colega de equipa, enquanto a polémica em torno da penalização de Hamilton continua a gerar debate no paddock. A Mercedes terá de resolver as diferenças técnicas que condicionaram o desempenho de Russell para manter a luta pelo título viva.

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