Motores Mercedes causam problemas a todos os pilotos no GP da bélgica
Toto Wolff revelou que todos os carros equipados com motores Mercedes sofreram um problema crítico no arranque do Grande Prémio da Bélgica, disputado em Spa-Francorchamps. O incidente mais grave aconteceu com George Russell, que perdeu várias posições na reta Kemmel devido a uma falha na unidade motriz, antes de ser envolvido num acidente com Lewis Hamilton em Les Combes, que o afastou da prova logo na primeira volta.
Russell foi ultrapassado após a Curva Eau Rouge devido a uma falta de bateria provocada por uma anomalia ainda por identificar na unidade motriz Mercedes. O piloto britânico classificou a situação como “perigosa” imediatamente após a sua desistência. Wolff confirmou que o problema não foi exclusivo de Russell, uma vez que Kimi Räikkönen também enfrentou dificuldades semelhantes, embora em menor escala, que o fizeram terminar a reta em quinto lugar em vez do terceiro, perdendo assim duas posições antes do embate com Hamilton.
O chefe da equipa Mercedes lamentou a perda de pontos importantes tanto para Russell como para o campeonato de construtores, sublinhando a frequência com que enfrentam problemas que levam à não conclusão da corrida por um dos seus carros. “Todos os motores Mercedes tiveram falta de energia à saída da Curva 1, portanto não foi só o George”, explicou Wolff. “Afetou-o mais do que ao Kimi, mas o Kimi também teve esse problema, ainda que em menor grau. Isso significou que ele não saiu no fim da reta em terceiro, mas em quinto. Perdeu assim duas posições, e depois, obviamente, houve o acidente com o Lewis. É lamentável, perder pontos para ele, perder pontos no campeonato de construtores, e é como se, todos os fins de semana, tivéssemos um carro que não termina a corrida.”
Além dos pilotos da Mercedes, Lando Norris e Oscar Piastri, cujos McLaren também utilizam motores Mercedes, manifestaram frustração com o desempenho irregular da unidade motriz ao longo do fim de semana em Spa-Francorchamps, evidenciando problemas que afectaram a competitividade das suas equipas.
Este problema coloca um ponto crítico na análise técnica da Mercedes após o Grande Prémio da Bélgica, com a equipa a enfrentar a pressão para resolver as falhas na unidade motriz que têm comprometido o desempenho e a fiabilidade dos seus carros. A situação pode ter impacto direto na luta pelo campeonato, sobretudo na classificação dos construtores, onde cada ponto perdido ganha maior relevância.
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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.