Max Verstappen surpreendido com decisão da FIA sobre a Red Bull

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Max Verstappen ficou sem palavras após a decisão da FIA que considerou a Red Bull detentora do melhor motor da grelha. No Grande Prémio da Bélgica, realizado no Circuito de Spa-Francorchamps, o piloto da Red Bull alcançou o terceiro lugar, contribuindo para o 300.º pódio da equipa como construtora. A prova destacou-se pelo desempenho superior da Red Bull e da Mercedes, equipas apoiadas por unidades motrizes potentes, numa pista onde a velocidade é crucial.

Na qualificação, Mercedes e Red Bull dominaram, confirmando a importância dos motores para o desempenho naquele circuito. Contudo, a corrida teve um momento decisivo quando uma intervenção do carro de segurança virtual impediu Verstappen de pressionar Charles Leclerc, da Ferrari, pelo segundo lugar. O vencedor foi Kimi Antonelli, da Mercedes, que demonstrou um ritmo superior durante a prova.

Após a corrida, Verstappen comentou sobre a polémica decisão da FIA relativa ao programa de desenvolvimento e atualizações adicionais (ADUO) dos motores. Este sistema, implementado no início da temporada, visa equilibrar a competição permitindo que os fabricantes menos competitivos possam melhorar as suas unidades motrizes. Curiosamente, quando a primeira janela do ADUO foi aberta em junho, a FIA considerou que o motor da Red Bull era o melhor da grelha, impedindo a equipa de trazer atualizações. Por outro lado, a Mercedes, mesmo tendo vencido todas as provas até então, foi autorizada a introduzir melhorias no seu motor.

Verstappen reconheceu a força do motor da Red Bull em Spa, mas salientou que ainda não conseguiu acompanhar o ritmo da Mercedes, especialmente do vencedor Antonelli. Em declarações ao jornalista Craig Slater, da Sky Sports, o piloto afirmou: “Acho que teria sido uma luta provavelmente com o Charles pelo segundo lugar, não fosse o carro de segurança virtual”. Sobre o seu desempenho, acrescentou: “Para mim, foi um fim de semana bastante tranquilo. Nada de extraordinário. O ritmo de corrida esteve razoável, embora ainda tenha algumas dificuldades com o equilíbrio do carro para ser mais rápido”.

Questionado sobre a possibilidade de uma atualização do motor, Verstappen não escondeu o desejo: “Gostaria muito de uma atualização do motor. Mas isso não está nas minhas mãos”. Quando Slater referiu que, segundo a decisão da FIA, o motor da Red Bull é o mais rápido, Verstappen respondeu com alguma surpresa: “É suposto ser, mas quando se vê a qualificação, não parece ser assim, pois não? Não sei o que dizer”.

Este impasse sobre o desenvolvimento do motor poderá influenciar a evolução da competição, especialmente numa fase em que a Mercedes continua a dominar as vitórias. O próximo desafio para Verstappen e a Red Bull será encontrar soluções para melhorar o equilíbrio do carro e, se possível, obter uma clarificação sobre futuras atualizações da unidade motriz.

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