Sergio Perez revelou ter desempenhado um papel decisivo na salvação da antiga equipa Force India, que enfrentava uma iminente falência que ameaçava o futuro de muitos empregos. O piloto, atualmente na Cadillac, contou como interveio para colocar a equipa em administração financeira, evitando o encerramento completo antes de esta ser adquirida por Lawrence Stroll, dando origem à Racing Point, atual Aston Martin.
No podcast High Performance, Perez explicou que a equipa Silverstone estava a atravessar dificuldades financeiras graves em 2017 e 2018, com salários em atraso, incluindo o seu próprio. “Eles não pagaram o meu salário durante praticamente um ano. Havia atrasos, mas depois o meu manager disse-me que existia uma petição de encerramento por parte de um fornecedor não pago. Isso significava que podiam fechar a empresa e toda a equipa perderia o emprego”, contou o piloto mexicano. Consciente do impacto imediato, Perez e o seu manager, Julian Jakobi, tomaram a iniciativa de colocar a equipa em administração antes que a petição fosse formalizada, ganhando assim 90 dias para encontrar um comprador.
Perez recorda o período difícil, que coincidiu com a época de corridas: “Era uma loucura porque tudo isto estava a acontecer durante o Verão, corrida após corrida. Antes de entrar no carro, tinha conversas com advogados, sem perceber muito do assunto.” O piloto sentiu a necessidade de comunicar com a equipa para tranquilizar os trabalhadores. “Disse-lhes que estava a fazer aquilo pelo bem de todos, caso contrário, iriam perder os seus empregos. Expliquei-lhes o processo e isso acalmou-os bastante.”
O piloto descreveu o esforço de tentar conciliar o papel de advogado improvisado com o de piloto: “Tentei ser o melhor advogado possível para a equipa, ao mesmo tempo que era o melhor piloto. Era impossível separar, porque a situação era muito crítica. Tinha reuniões antes da qualificação e depois saltava para o carro. Em algumas ocasiões, antes da corrida, em vez de estar com os engenheiros, estava em reuniões para salvar a equipa.”
O desfecho desta crise financeira levou à aquisição dos ativos da equipa por Lawrence Stroll, que transformou a estrutura em Racing Point, com Perez a permanecer no plantel e a conquistar a vitória no Grande Prémio de Sakhir em 2020. Hoje, a equipa, já sob a designação Aston Martin, ambiciona tornar-se uma concorrente regular ao título no Mundial de Fórmula 1.
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