Aston Martin prepara uma grande actualização ao motor Honda, que deverá ser introduzida após as próximas duas corridas, confirmou o engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara. O fabricante japonês está autorizado a realizar duas melhorias adicionais ao motor dentro do seu pacote de Desenvolvimento e Oportunidades de Actualização Adicionais (ADUO), sendo que a nova unidade de potência deverá estrear-se após a pausa de verão.
Até lá, os pilotos Lance Stroll e Fernando Alonso têm enfrentado dificuldades na classificação, mas a equipa está a trabalhar intensamente para recuperar terreno. Em vez de várias actualizações pequenas, a equipa de design liderada por Adrian Newey aposta numa grande actualização do chassis e do motor para o AMR26, com o objectivo de colmatar a falta de ritmo que tem marcado a presente temporada. O upgrade do chassis está previsto para ser introduzido antes do intervalo de verão, possivelmente já no Grande Prémio da Hungria, enquanto o motor Honda deverá ser actualizado até ao Grande Prémio dos Países Baixos, em meados de agosto.
Orihara destacou que o Grande Prémio da Bélgica será um teste exigente em termos de gestão de energia, devido às longas rectas do circuito e à limitada capacidade de recolha de energia (harvesting). “Aqui, a gestão da energia será fundamental, pelo que precisamos de optimizar a forma como o MGU-K é utilizado nas rectas longas,” explicou antes da corrida. O engenheiro sublinhou ainda a importância de continuar a recolher dados com a actual unidade de potência para aperfeiçoar a gestão energética em provas futuras, como Monza, que também apresenta longas rectas. Orihara referiu ainda as condições meteorológicas imprevisíveis em Spa-Francorchamps, que poderão complicar ainda mais a gestão da prova: “Qualquer coisa pode acontecer aqui em termos de tempo.”
Mike Krack, director desportivo da Aston Martin, esclareceu a filosofia da equipa relativamente à gestão do orçamento para desenvolvimento, sublinhando que o limite de custos obriga a uma estratégia equilibrada. “É como ir ao supermercado com 100 euros no bolso: só pode gastar esses 100 euros. Se obtiver algo gratuitamente, isso conta dentro desse orçamento. Se gastar tudo, não pode gastar mais.” Krack acrescentou que é necessário reservar parte do orçamento para imprevistos, como acidentes, e gerir cuidadosamente os recursos ao longo da temporada.
Esta abordagem revela a complexidade das decisões de desenvolvimento na Fórmula 1 actual, onde a procura pelo máximo desempenho tem de ser equilibrada com as restrições financeiras impostas pelo regulamento. Com as actualizações do chassis e do motor programadas para chegarem antes do regresso das férias de verão, a Aston Martin espera melhorar o desempenho e aproximar-se dos seus rivais nas provas seguintes.
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