Os dois erros de Christian Horner que causaram uma guerra civil na Red Bull

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Christian Horner cometeu dois erros cruciais que acabaram por provocar uma crise interna na Red Bull Racing, segundo revela um insider da equipa. O antigo diretor da equipa, que esteve à frente da Red Bull entre 2005 e 2025, viu a sua relação com Helmut Marko deteriorar-se gravemente, contribuindo para a sua saída em julho de 2025.

Horner assumiu o comando da Red Bull Racing em 2005, transformando uma equipa nova numa potência do campeonato em apenas seis temporadas, conquistando 14 títulos mundiais ao longo do seu mandato. Contudo, nos últimos anos, o ambiente no seio da equipa tornou-se tenso, marcado por desentendimentos entre figuras-chave, como Marko, Jonathan Wheatley e Adrian Newey, que também abandonaram o projeto recentemente. A equipa encontrava-se em quarto lugar no campeonato de construtores quando Horner foi afastado por motivos de desempenho.

Helmut Marko, que se reformou no final de 2025, criticou abertamente Horner, acusando-o de tentar “assumir o controlo” da Red Bull Racing após a morte do fundador Dietrich Mateschitz em 2022. Além disso, a rivalidade pública entre Horner e Jos Verstappen agravou ainda mais as tensões internas. Matt Majendie, jornalista especializado em Fórmula 1, que acompanhou de perto a equipa e documentou a sua experiência no livro Inside Red Bull Racing: A season with F1’s most thrilling team, explicou no podcast Road to Success que o relacionamento entre Horner e Marko, inicialmente próximo, acabou por se romper.

Majendie revelou que Horner tentou marginalizar Marko dentro da estrutura da equipa e ambicionava obter uma participação acionista na Red Bull Racing, algo que foi rejeitado pela direção austríaca da Red Bull, que manteve o controlo total sobre a equipa após a morte de Mateschitz. “Horner estava a tentar afastar o Marko e ao mesmo tempo queria um papel de maior propriedade na equipa. Pressionou o Mateschitz para obter uma quota no projeto, antes e depois da sua morte, mas a resposta da Red Bull foi clara: a equipa continuaria sob a sua propriedade exclusiva”, afirmou o jornalista.

A luta pelo poder e o choque de interesses entre as várias personalidades e a direção da empresa criaram um ambiente insustentável, levando à saída de Horner. Majendie lamentou o desfecho: “É triste, porque apesar das desavenças, todos falam bem uns dos outros pelo sucesso que conseguiram juntos, mas é uma pena que tenha terminado de forma amarga.”

Este episódio revela as complexas dinâmicas internas de uma das equipas mais dominantes da Fórmula 1, onde as questões de poder e controlo podem ser tão desafiantes como a competição na pista.

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