Fernando Alonso alertou para o dilema crítico de gestão de energia que as equipas de Fórmula 1 vão enfrentar no Grande Prémio da Bélgica, um dos circuitos mais exigentes do calendário. Com longos troços a fundo e poucas oportunidades para carregar as baterias, Spa-Francorchamps obriga a um equilíbrio delicado na utilização do sistema híbrido.
O piloto espanhol explicou que a configuração da pista, com zonas rápidas desde a curva La Source até Les Combes, e entre Stavelot e a chicane Bus Stop, torna impossível a utilização contínua do modo de potência máxima durante toda a volta. “Se fizeres deployment da curva 1 (La Source) até à 5 (Les Combes), é finito para o resto da volta”, destacou Alonso, apontando para a necessidade de poupar energia para a segunda zona crítica de aceleração.
Alonso referiu ainda que a estratégia ideal implica um compromisso: “Precisas de guardar um pouco para poderes fazer deployment da curva 14 (Stavelot) até à chicane Bus Stop.” No entanto, esta abordagem tem uma falha evidente, pois o sector intermédio da pista não permite qualquer utilização do sistema de potência extra, o que agrava as dificuldades dos pilotos. “No sector dois não há deployment nenhum e não podemos esquecer que este ano temos significativamente menos potência do que no ano passado e menos que na Fórmula 2”, acrescentou o piloto da Alpine.
Este desafio energético coloca as equipas numa situação complexa, tendo de gerir cuidadosamente o fluxo entre o motor térmico e a energia armazenada nas baterias para optimizar o desempenho sem esgotar a carga demasiado cedo. A necessidade de equilibrar as fases de aceleração com as de poupança de energia será determinante para o sucesso na Bélgica, onde a eficiência energética pode decidir o desfecho da prova.
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