Sébastien Ogier defende regresso da qualificação ao campeonato do mundo de ralis

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Sébastien Ogier defende o regresso da qualificação ao Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), argumentando que se trata de uma solução necessária para equilibrar as condições de partida na era dos novos regulamentos técnicos previstos para 2027. O piloto francês recorda que a qualificação, implementada em 2012 e 2013 nos eventos de piso solto, permitia ao mais rápido escolher a posição de partida no primeiro dia, algo que atualmente não acontece no Campeonato Europeu de Ralis, onde o mais rápido parte no último lugar em pisos de terra e no primeiro em asfalto.

Ogier explicou a sua visão em entrevista à DirtFish, destacando que tem sido prejudicado por ter de abrir a estrada, especialmente em pisos de terra, onde a condição de “limpar” o traçado para os adversários é penalizadora. Entre 2015 e 2016, o líder do campeonato, que muitas vezes foi o próprio Ogier, era obrigado a abrir a estrada durante dois dias consecutivos, uma situação que o piloto descreve como particularmente injusta.

Com a chegada dos novos carros WRC27 em 2024, que vão competir lado a lado com os Rally2 e Rally2 Kit, equipas e pilotos enfrentam o desafio de equilibrar o desempenho entre máquinas diferentes. Ogier alerta que, sem um sistema justo de ordenação da partida, poderão surgir grandes desequilíbrios, especialmente em pisos de terra, onde um carro que comece mais atrás tem vantagem na aderência. “Se um Rally2 Kit arrancar em 25º numa especial de terra, vai ter uma enorme vantagem de aderência e será obviamente mais rápido do que um Rally1 (WRC27). Por isso, penso que será necessário reintroduzir a qualificação para garantir uma ordem de partida mais justa,” afirmou Ogier.

O piloto acrescentou que esta situação promete ser ainda mais complexa a partir de 2027, quando o número de carros no campeonato poderá duplicar ou mesmo aumentar, o que tornará ainda mais difícil gerir a balança de desempenho entre diferentes categorias. Ogier reforçou que tem defendido o regresso da qualificação há cerca de 15 anos e que a vê como um elemento positivo para a competição. “Infelizmente, nunca regressámos a esse sistema, por isso não sei o que vai acontecer. Para ser sincero, não estou focado nisso porque ainda não decidi o meu futuro, não sei se vou continuar a competir muito mais. Mas gostaria de ver o desporto a evoluir da melhor forma possível,” concluiu o nove vezes campeão do mundo.

Esta posição de Ogier surge numa altura crucial para o WRC, que se prepara para uma revolução técnica e desportiva significativa. A discussão sobre a ordem de partida e a justiça competitiva pode vir a ser decisiva para o equilíbrio e o espectáculo das próximas épocas. A eventual reintrodução da qualificação poderá ser um passo importante para mitigar as penalizações impostas aos pilotos que lideram o campeonato e garantir um campeonato mais competitivo e imprevisível.

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