Fernando Alonso lançou uma nova crítica às regulamentações da Fórmula 1 antes do Grande Prémio da Bélgica, antecipando dificuldades para os pilotos no circuito de Spa-Francorchamps. O bicampeão mundial alertou para o impacto da gestão da energia elétrica nas corridas, sublinhando que o formato atual prejudica o espectáculo.
Nas primeiras nove provas da temporada 2026, Alonso apenas somou um ponto, refletindo as dificuldades da Aston Martin na confiabilidade e desempenho. O espanhol explicou que o circuito belga, conhecido pela exigência energética, poderá limitar severamente a utilização do modo de potência extra ao longo da volta, especialmente no setor dois.
Em declarações antes do Grande Prémio da Grã-Bretanha, Alonso afirmou: “Silverstone e Spa são muito exigentes em termos de energia. Não se pode usar o modo de potência extra em todos os retões.” Acrescentou que, em Spa, “se usar o modo desde a primeira curva, La Source, até às Les Combes, acaba-se a bateria para o resto da volta.” Para garantir desempenho nas últimas zonas rápidas, os pilotos têm de poupar energia, o que resulta num longo sector sem qualquer potência adicional.
O piloto da Aston Martin destacou ainda que, com a limitação do modo de potência extra, os carros de Fórmula 1 este ano têm “significativamente menos potência do que no ano passado e até menos do que os carros de Fórmula 2.” Esta situação representa um desafio para os pilotos e pode influenciar o ritmo das corridas em Spa.
Alonso sublinha assim a complexidade do novo regulamento que privilegia a eficiência energética, mas que está a penalizar o espectáculo e o desempenho dos carros, sobretudo em circuitos como Spa-Francorchamps. A próxima prova será decisiva para perceber se as equipas conseguem adaptar-se a estas restrições e melhorar o desempenho, especialmente nas zonas de maior consumo energético.
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