As alegações de favoritismo dentro da Mercedes em relação a Kimi Antonelli foram categoricamente rejeitadas pelo director técnico da equipa, James Allison, dissipando dúvidas sobre o tratamento igualitário dos pilotos em competição. Allison foi confrontado com rumores online que sugeriam preferência pelo jovem piloto, mas esclareceu que a prioridade da Mercedes está centrada no Campeonato de Construtores, não havendo espaço para qualquer tipo de favoritismo interno.
James Allison, num esclarecimento público no programa de rádio Nu Silver Arrows, explicou que a ideia de favoritismo é completamente incompatível com a cultura da Mercedes. “Se alguma vez quisesse sentir o que é o favoritismo… para perceber onde se enquadra na nossa mentalidade, teria de vir trabalhar numa equipa”, afirmou o responsável técnico. Allison sublinhou que quem trabalha numa estrutura como a Mercedes rapidamente percebe que este conceito é “totalmente alheio” ao espírito colectivo. “Quando ouvimos isso, parece que estamos a ouvir outra língua”, reforçou, acrescentando que este tipo de debate nunca poderá ser resolvido, pois ambas as partes estão “completamente desligadas uma da outra”.
O director técnico foi ainda mais longe ao frisar que o interesse da Mercedes reside no sucesso conjunto dos seus pilotos. “É do nosso interesse que ambos prosperem. Somos ambivalentes quanto a qual deles é melhor do que o outro. Queremos um 1-2 em todas as corridas, e não nos importa a ordem”, clarificou Allison, afastando de vez qualquer insinuação sobre privilégios dentro da equipa.
Allison destacou também a importância do Campeonato de Construtores para a Mercedes, afirmando que “estranhamente, não é o Campeonato de Pilotos, é o de Construtores”. O responsável apontou que eventuais bónus e recompensas financeiras derivam da posição no campeonato das equipas e não do sucesso individual dos pilotos. “Tudo aquilo de que nos preocupamos está orientado para os construtores e, nesse sentido, o favoritismo não faz qualquer sentido”, concluiu Allison, reiterando que a meta passa sempre por somar o máximo de pontos com ambos os pilotos.
Com este esclarecimento, a Mercedes procura pôr fim às especulações e reforçar o seu compromisso com a igualdade dentro da estrutura. O foco permanece em garantir o melhor resultado coletivo possível em cada prova, eliminando quaisquer dúvidas quanto à imparcialidade na gestão dos seus pilotos.
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