Sébastien Ogier assinou uma exibição magistral no Rali da Acrópole, reafirmando o seu estatuto de lenda viva do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) e relançando de forma inesperada a luta pelo seu décimo título mundial. Embora actualmente ocupe o terceiro lugar da geral, a 37 pontos do líder Elfyn Evans, o francês demonstrou na Grécia que a idade é apenas um número e que ainda tem todas as armas para inverter o rumo do campeonato. Com o WRC a entrar numa fase sem ralis em asfalto até ao fim da temporada, Ogier poderá beneficiar de um calendário que lhe é favorável, numa perseguição implacável aos rivais diretos.
No final da dura prova helénica, Ogier cruzou a linha de meta com autoridade, somando mais uma vitória à sua impressionante carreira. Elfyn Evans (Toyota) mantém a liderança do campeonato, com 192 pontos, seguido de perto por Thierry Neuville (Hyundai), que soma 168. Ogier, apesar de não disputar todas as provas, está agora na terceira posição, com 155 pontos, encurtando distâncias e alimentando o sonho do décimo ceptro mundial. Na Grécia, Ogier completou a prova em 3h 41m 28,1s, batendo Neuville por 18,7 segundos e Evans por 32,4 segundos, numa corrida marcada por piso degradado, troços técnicos e condições que colocaram à prova a resistência de máquinas e pilotos.
A vitória na Acrópole ganha ainda mais peso no contexto da temporada, pois o francês mostrou que, mesmo com participações parciais, é capaz de capitalizar ao máximo cada oportunidade. O calendário restante, composto por ralis de terra e ausência de asfalto, parece desenhar-se à medida das preferências e do estilo de condução de Ogier. Além disso, o regulamento do WRC, que dita que o piloto que persegue parte de trás e encontra melhores condições nas primeiras especiais, pode ser um trunfo decisivo, caso as condições meteorológicas não tragam surpresas de última hora.
No rescaldo da prova, Colin Clark, reconhecido jornalista e analista do WRC, manifestou total confiança no francês, numa intervenção no podcast “SPIN, The Rally Pod”: “O Ogier está motivado. O Ogier está determinado. O Ogier vai atrás do décimo título. Neste momento, aposto todas as fichas nele.” Clark sublinhou ainda a forma como o piloto da Toyota se tem superado nas decisões mais difíceis e a frieza demonstrada na gestão estratégica ao longo da época. Do lado da Hyundai, Thierry Neuville mostrou-se satisfeito por regressar ao pódio e à luta pela vitória, declarando no final: “Senti-me competitivo durante todo o fim-de-semana, mas o Ogier foi simplesmente impecável. Temos de continuar a pressionar.” Já Evans, o actual líder, admitiu alguma frustração: “Não tivemos o ritmo desejado, mas o campeonato ainda está em aberto e tudo pode mudar nas próximas provas.”
A análise pós-corrida centrou-se também na importância do Rali da Acrópole como uma das provas mais exigentes do calendário, onde a velocidade pura cede lugar à resistência e inteligência táctica. O regresso de Neuville e da Hyundai à competitividade coloca ainda mais pressão sobre Evans e Ogier, enquanto jovens como Oliver Solberg continuam a aprender e a crescer entre a elite, prometendo baralhar as contas do título num futuro próximo.
Segue-se agora o Rali da Letónia, mais uma ronda em pisos de terra, onde Ogier procurará capitalizar o seu momento de forma e encurtar ainda mais a distância para Evans. O campeonato está ao rubro, com três pilotos separados por menos de 40 pontos e várias incógnitas em aberto. Se Ogier conseguir manter o ritmo e evitar percalços, a conquista do décimo título mundial pode estar mesmo ao seu alcance, numa temporada que promete emoção até ao último quilómetro. Para os amantes do desporto motorizado, o WRC nunca esteve tão imprevisível e entusiasmante.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
