Oliver Bearman soou o alerta na Haas após terminar no 14.º lugar e fora dos pontos no Grande Prémio da Áustria de Fórmula 1, realçando o risco de a equipa norte-americana ficar para trás em 2026 se não acelerar o ritmo de desenvolvimento. O jovem britânico, que começou a temporada com prestações promissoras, vê agora a concorrência a aumentar o ritmo, enquanto a Haas parece ter ficado estagnada.
No Red Bull Ring, Bearman cruzou a linha de meta a 14,5 segundos do último lugar pontuável, registando um tempo total de 1:28:54.108, depois de 71 voltas intensas. O Grande Prémio da Áustria, integrado no Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, foi dominado por Max Verstappen, da Red Bull Racing, que conquistou a vitória com uma volta rápida de 1:07.832. Bearman, com o VF-26 da Haas, não conseguiu igualar o ritmo dos adversários directos e ficou atrás de equipas como a Williams e a Alpine, que apresentaram melhorias notórias na segunda metade da época.
Esta queda de rendimento colocou a Haas numa posição vulnerável em termos de classificação de construtores. Depois de Bearman ter conquistado pontos em Melbourne e Xangai nas primeiras rondas, a equipa não voltou a pontuar nas seis provas seguintes, vendo adversários directos, como a Sauber e a Alpine, aproximarem-se perigosamente na tabela. O risco de perder terreno para 2026 é real, sobretudo com o novo regulamento técnico a aproximar-se e as equipas rivais a intensificarem os seus programas de evolução.
“Precisamos de acelerar o desenvolvimento. Se não acompanharmos o ritmo das outras equipas, vamos ficar para trás — não só este ano, mas sobretudo em 2026, quando tudo muda novamente”, afirmou Oliver Bearman no final da corrida, à saída do paddock do Red Bull Ring. O britânico não escondeu a frustração: “Temos um bom carro de base, mas falta-nos evolução. Sei que a equipa está a trabalhar arduamente, mas precisamos de resultados já.” O director de equipa, Ayao Komatsu, também comentou o momento delicado: “É evidente que os nossos rivais estão a trazer melhorias significativas. Temos de reagir rapidamente, caso contrário vamos perder o comboio do desenvolvimento.”
A análise do percurso da Haas revela que a equipa começou 2024 com potencial, mas a incapacidade de introduzir pacotes aerodinâmicos eficazes tornou-se evidente. A concorrência, especialmente Williams e Alpine, trouxe actualizações que permitiram ganhos de até meio segundo por volta, enquanto o VF-26 se manteve demasiado conservador nas opções técnicas. Com o calendário a avançar para a segunda metade, a próxima ronda em Silverstone será determinante: a Haas planeia introduzir um novo pacote de fundo plano, na esperança de recuperar competitividade e voltar aos pontos.
Em termos de campeonato, Bearman mantém-se fora do top 10 entre os pilotos, e a Haas começa a sentir a pressão de manter o sétimo lugar entre os construtores. Caso a seca de pontos se prolongue, a equipa arrisca-se a ser ultrapassada pela Alpine, que tem mostrado sinais claros de recuperação. A próxima prova em Silverstone será crucial para inverter esta tendência e testar a eficácia das melhorias prometidas. Para já, a Haas enfrenta um desafio duplo: recuperar o ritmo perdido e preparar-se já para as profundas mudanças regulamentares de 2026, sob pena de ver o fosso para os rivais aumentar ainda mais.
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