Haas falha estratégia e sai de barcelona sem pontos na fórmula 1

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A Haas saiu do Circuito da Catalunha de mãos a abanar, sem qualquer ponto conquistado, depois de um fim de semana marcado por decisões estratégicas falhadas e problemas técnicos que comprometeram por completo as aspirações da equipa norte-americana no Grande Prémio de Espanha. Esteban Ocon terminou a corrida num discreto 13.º lugar, enquanto Oliver Bearman viu-se forçado a abandonar a poucas voltas do final devido a mais uma falha de fiabilidade. A equipa revelou sérias dificuldades em adaptar o VF-24 às características do traçado espanhol, perdendo terreno para os principais rivais diretos no Campeonato do Mundo de Fórmula 1.

Ocon, que partiu com pneus macios numa tentativa arrojada de ganhar posições nos primeiros metros, acabou por ser penalizado pelo desgaste excessivo da borracha, sendo obrigado a uma estratégia de três paragens que nunca se traduziu em vantagem. O francês cruzou a meta a mais de uma volta do vencedor, num fim de semana que ficou longe das expectativas da Haas. Bearman, por sua vez, ocupava o 13.º posto quando foi obrigado a encostar o monolugar, somando o seu segundo abandono consecutivo e acrescentando pressão sobre o departamento técnico da equipa para resolver os persistentes problemas de fiabilidade. No final, os pontos acabaram por ficar fora do alcance, com a Haas a perder terreno para a Williams e a Kick Sauber na luta pelo oitavo lugar do campeonato de construtores.

Este desaire em Barcelona é particularmente preocupante para a estrutura liderada por Ayao Komatsu, numa altura em que as atualizações introduzidas nas últimas corridas não têm surtido o efeito desejado. O traçado exigente da Catalunha evidenciou as limitações do VF-24, especialmente na gestão dos pneus traseiros e na capacidade de manter um ritmo competitivo em stint prolongado. Ocon lamentou no final da corrida: “Foi uma corrida muito difícil. Não conseguimos poupar os pneus traseiros, que ficavam completamente destruídos a cada turno. Erramos na afinação este fim de semana.” As palavras do piloto francês ilustram o desalento vivido no seio da equipa, que esperava capitalizar as evoluções técnicas mas acabou por sair de Barcelona sem argumentos para lutar pelos pontos.

Ayao Komatsu, diretor de equipa, não escondeu a desilusão e fez um mea culpa público após a prova: “Não operamos ao nível que devíamos e a comunicação na corrida não foi boa o suficiente.” O responsável máximo da Haas sublinhou ainda que as decisões estratégicas tomadas ao longo da corrida não corresponderam ao planeado, admitindo que a equipa precisa de melhorar a afinação do monolugar e a resposta operacional em situações de pressão. Oliver Bearman, que continua a ganhar experiência no ambiente exigente da Fórmula 1, mostrou-se pragmático após o abandono: “Estava em 13.º quando surgiu o problema. Agora temos trabalho a fazer para analisar os dados e retificar as falhas antes do Grande Prémio da Áustria.” O jovem britânico destacou a necessidade de manter o foco e de aprender com os erros, numa mensagem de resiliência perante as adversidades.

Com este resultado, a Haas mantém-se nos últimos lugares do campeonato de construtores e vê aumentar a pressão para inverter a tendência já na próxima ronda, no Red Bull Ring, onde a gestão dos pneus e o ritmo em corrida voltarão a ser cruciais. A equipa técnica terá de encontrar soluções para as falhas de afinação e de fiabilidade, sob pena de perder o contacto com os rivais diretos numa fase decisiva da temporada. O Grande Prémio da Áustria será, assim, uma oportunidade para a Haas demonstrar capacidade de reação e retomar o caminho dos pontos, num contexto cada vez mais competitivo e exigente no pelotão intermédio da Fórmula 1.

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