Lewis Hamilton torna-se o vencedor de grande prémio mais velho em 56 anos

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Lewis Hamilton voltou a fazer história ao triunfar no Grande Prémio de Espanha, no Circuito de Barcelona-Catalunha, quebrando um jejum de vitórias e estabelecendo um novo marco etário na Fórmula 1. Aos 41 anos, 5 meses e 7 dias, o piloto britânico da Ferrari tornou-se o vencedor de Grande Prémio mais velho dos últimos 56 anos, colocando fim a quase dois anos sem saborear o degrau mais alto do pódio desde a sua última vitória pela Mercedes, no Grande Prémio da Bélgica em 2022.

A corrida foi marcada por um domínio tático e uma gestão impecável dos pneus por parte de Hamilton, que cruzou a meta à frente dos compatriotas George Russell (Mercedes) e Lando Norris (McLaren), selando um pódio 100% britânico, algo que não acontecia desde o Grande Prémio dos Estados Unidos de 1968, quando Jackie Stewart, Graham Hill e John Surtees dividiram o pódio. Hamilton completou as 66 voltas do traçado catalão com o tempo de 1:31:22.431, batendo Russell por 4,7 segundos, com Norris a fechar o pódio, a 7,9 segundos do vencedor. Com este resultado, Hamilton somou a sua 106.ª vitória em Grandes Prémios e tornou-se o 41.º piloto a vencer pela Ferrari, contribuindo para o 249.º triunfo da escuderia de Maranello em provas do Campeonato do Mundo. Destaque ainda para o feito do motor Ferrari, que atingiu a marca redonda dos 250 triunfos, incluindo a vitória de Sebastian Vettel ao serviço da Toro Rosso em 2008.

No contexto do campeonato, a vitória de Hamilton relança a luta pelo título, encurtando distâncias para os líderes do Mundial de Pilotos e reforçando a moral de uma Ferrari que procurava inverter o ciclo de domínio da Red Bull. Este feito ganha ainda mais relevo ao ser a primeira vez que um piloto com mais de 40 anos vence desde Nigel Mansell, que triunfou no Grande Prémio da Austrália de 1994 aos 41 anos. Hamilton entra assim para o sétimo posto na lista dos mais velhos de sempre a vencer uma corrida de Fórmula 1, e, curiosamente, mantém-se também em oitavo na lista dos mais jovens a vencer, graças ao seu triunfo no Canadá em 2007, com apenas 22 anos.

No final da corrida, Hamilton não escondeu a emoção e o significado deste momento: “Este dia ficará gravado na minha memória para sempre. Voltar a vencer, agora de vermelho, é um sonho tornado realidade. Trabalhámos arduamente para chegar aqui e este triunfo é para toda a Ferrari e para os fãs.” O chefe de equipa da Ferrari, Frédéric Vasseur, sublinhou a importância do momento: “O Lewis demonstrou porque é um dos melhores de sempre. A experiência, a calma e a capacidade de tirar partido da estratégia foram decisivas.” George Russell, segundo classificado, referiu após a prova: “Foi uma corrida muito disputada, mas o Lewis foi implacável. Partilhar o pódio com ele e com o Lando é especial para todos os britânicos.”

Esta vitória histórica de Hamilton não só reforça a sua lenda pessoal, como galvaniza a Ferrari para o que resta da época. Com o calendário a apontar para o exigente Grande Prémio da Áustria, as contas do campeonato ficam mais apertadas, com Hamilton a ganhar terreno na classificação e a ameaçar a liderança dos rivais. Por outro lado, a Mercedes e a McLaren demonstram que o pelotão da frente está cada vez mais equilibrado, prometendo um desfecho emocionante nas próximas rondas. O regresso de Hamilton às vitórias aos 41 anos é também um sinal de que a experiência pode ser uma mais-valia decisiva numa Fórmula 1 cada vez mais competitiva. O circo da F1 segue agora para o Red Bull Ring, onde os protagonistas prometem não baixar o ritmo e dar continuidade a uma temporada memorável.

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