Fernando Alonso – “Nas próximas cinco corridas será igual, não haverá quaisquer atualizações no carro”

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Fernando Alonso viu-se obrigado a abandonar o Grande Prémio de Espanha, em Barcelona, após um problema técnico na sua Aston Martin, frustrando as expectativas dos milhares de adeptos espanhóis que acorreram ao Circuit de Barcelona-Catalunya. Depois do ponto conquistado em Monte Carlo, Alonso ambicionava terminar em posições pontuáveis perante o seu público, mas a corrida de domingo confirmou as dificuldades persistentes da equipa britânica: problemas de fiabilidade e falta de andamento comprometeram qualquer hipótese de um bom resultado.

O bicampeão mundial arrancou da última posição da grelha, depois de uma qualificação desastrosa que já tinha deixado antever um fim-de-semana complicado. A sua prestação em corrida foi interrompida à 37.ª volta, pouco depois de ultrapassar a marca da meia distância, quando recebeu instruções via rádio para parar de imediato o monolugar e abandonar o cockpit, devido a suspeitas de falha na bateria. Alonso explicou o sucedido: “O engenheiro disse-me para parar o carro e sair rapidamente, por isso percebi logo que era um problema na bateria, porque é nessas situações que se sai mesmo. Tínhamos mudado algumas peças antes da corrida, por isso provavelmente teremos de arrancar da via das boxes na Áustria, mas é o que é; estamos a lutar não só com falta de performance, mas também com a fiabilidade, que ainda não está garantida. Continuam a existir demasiados problemas”, partilhou o espanhol no final, visivelmente desapontado.

Este abandono reforça o momento delicado que atravessa a Aston Martin, que após um início de época prometedor se vê agora a braços com um carro incapaz de lutar consistentemente pelos pontos. O ponto alcançado no Mónaco foi uma exceção numa série de corridas difíceis, e Alonso não esconde a frustração: “Temos de permanecer unidos – o ponto de Monte Carlo provou que não baixamos os braços, mesmo estando no fundo da grelha. A nossa esperança está mais voltada para a segunda metade da época, quando receberemos algumas evoluções que nos poderão tornar mais competitivos, mas precisamos de ver resultados. Chega uma altura em que é preciso constatar que os desenvolvimentos realmente tornam o carro mais rápido, o que nem sempre aconteceu nos últimos anos. Temos de mostrar resultados com as evoluções deste ano e depois, esperamos, as coisas começarão a melhorar”, afirmou Alonso, lançando o repto à equipa.

Contudo, o piloto de Oviedo deixou claro que até ao Grande Prémio de Itália, em Monza, não estão previstos progressos técnicos significativos. Em declarações ao canal oficial da Fórmula 1, Alonso foi perentório: “Nas próximas cinco corridas será igual, não haverá quaisquer atualizações no carro.” Assim, a Aston Martin deverá manter-se com o mesmo pacote aerodinâmico e mecânico até à ronda italiana, agendada para 6 de setembro, o que coloca a equipa numa posição vulnerável face à concorrência, numa altura em que todas as outras estruturas procuram capitalizar cada décimo de segundo.

A incerteza sobre o futuro também pairou sobre o discurso de Alonso, que fez questão de agradecer o apoio incondicional dos adeptos espanhóis ao longo de todo o fim-de-semana: “A melhor parte deste fim-de-semana foi o incrível apoio dos fãs, foi realmente emocionante e comovente para mim – talvez tenha sido a minha última corrida em Barcelona. Aproveitei cada minuto fora do carro, mas infelizmente não demos aos adeptos aquilo que mereciam. Espero que possamos melhorar na segunda metade do ano”, referiu o piloto, deixando em aberto a possibilidade de não regressar à Catalunha como piloto de Fórmula 1.

Com a próxima paragem marcada para o Red Bull Ring, na Áustria, a Aston Martin enfrenta um desafio complicado: manter-se relevante na luta pelos pontos sem novidades técnicas à vista. No campeonato, Alonso e a equipa de Silverstone correm o risco de perder posições para rivais diretos como Alpine e Haas, que têm mostrado sinais de recuperação. Sem melhorias até Monza, a Aston Martin terá de apostar numa gestão estratégica irrepreensível e na mestria de Alonso para evitar que a travessia no deserto se prolongue pelo resto da temporada. Os próximos capítulos prometem decisões cruciais quanto ao desenvolvimento do AMR24 e, talvez, quanto ao futuro do piloto espanhol no pináculo do desporto motorizado.

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