Esteban Masson conquistou a pole position na classe LMP2 para as 24 Horas de Le Mans de 2026, numa sessão de Hyperpole marcada por tempos históricos e incidentes que definiram a grelha de partida para a prova rainha do Mundial de Resistência FIA. Mattia Drudi, ao volante do Aston Martin da Heart of Racing, brilhou igualmente ao garantir a pole na LMGT3 com um registo que bateu o seu próprio recorde do circuito.
Na primeira sessão de Hyperpole, dedicada à definição dos finalistas em LMP2 e LMGT3, Laurin Heinrich, piloto oficial Porsche no Oreca #4 da Crowdstrike by APR, foi o mais rápido na fase inicial, mas viu-se pressionado por Oliver Gray no #29 Forestier Racing by Panis, que chegou a liderar em dois sectores antes de perder tempo no último parcial. Tom Dillmann, no #43 Inter Europol Oreca, acabaria por ser o mais rápido da sessão ao registar 3:33.762, superando Heinrich por 0,127 segundos. Gray terminou a 0,346 segundos do topo.
Esta sessão foi igualmente decisiva para determinar quem ficaria de fora da luta pela pole. Na LMP2, Gregoire Saucy (#22 United Autosports Oreca) e o seu colega de equipa Oliver Jarvis (#222 United Autosports Oreca) viram-se eliminados, sendo que Jarvis perdeu a sua melhor volta por exceder os limites de pista. Vladislav Lomko (#26 Vector Sport Oreca), Theodor Jensen (#37 CLX Oreca)—protagonista de um acidente na segunda chicane que motivou bandeiras amarelas locais—e Kaku Ohta (#15 Proton Competition Oreca) também não conseguiram apuramento.
Na LMGT3, Zach Robichon, no Aston Martin #27 da Heart of Racing, foi o mais veloz com 3:53.166, seguido de Augusto Farfus no BMW #32 da WRT e Ayhancan Guven no Porsche #91 da Manthey. Entre os excluídos da luta pela pole estiveram Logan Sargeant (ex-F1), Julien Hanses (#62 Team Qatar by Iron Lynx Mercedes), Rui Andrade (#61 Iron Lynx Mercedes) e Francesco Castellacci (#54 AF Corse Ferrari), que rodou em Tertre Rouge. Riccardo Pera (#92 The Bend Manthey Porsche) fechou a lista dos eliminados.
A segunda sessão de Hyperpole, reservada ao confronto directo pelos lugares da frente, começou com Masson a impor-se de imediato no Oreca #29 da Forestier Racing by Panis. O francês estabeleceu um tempo canhão de 3:33.107, mais de meio segundo mais rápido do que Job van Uitert (#28 IDEC Sport), que abrira as hostilidades. Masson, contudo, não abrandou: melhorou para 3:32.855, deixando a concorrência sem resposta. Nos instantes finais, van Uitert recuperou o segundo posto, terminando a 0,387 segundos do líder, relegando Jack Doohan (#24 Nielsen Racing Oreca) para terceiro, a 0,655 segundos da pole. Nick Yelloly (#43 Inter Europol Oreca) e Alex Quinn (#4 Crowdstrike by APR Oreca) fecharam o top-5.
Em LMGT3, Drudi parecia ter garantido a pole com um impressionante 3:52.410, mas a volta foi anulada por limites de pista. O italiano não se deixou abater e, na tentativa seguinte, cravou um 3:52.433, batendo o seu próprio recorde e assegurando a segunda pole consecutiva em Le Mans para si e para a Heart of Racing. Alessio Rovera, no Ferrari #21 da AF Corse, ficou a quase um segundo, enquanto José Maria Lopez (#87 ASP Lexus) fechou o pódio da qualificação, a mais dois décimos de Rovera.
No final, Masson referiu após a sessão: “Senti logo que o carro estava perfeito desde a primeira volta. Sabia que tinha ritmo para a pole, mas nunca podemos relaxar com adversários tão fortes. Esta posição é excelente para a equipa.” Já Drudi afirmou, visivelmente satisfeito: “Foi preciso arriscar depois de perder a primeira volta, mas sabia que podia repetir o tempo. A equipa fez um trabalho incrível e este recorde é para eles.”
Com estas prestações, Masson e Drudi não só reforçam a sua posição como favoritos nas respectivas classes, como colocam pressão extra sobre os rivais directos na luta pelo título do Mundial de Resistência. O resultado da qualificação promete uma corrida de Le Mans repleta de duelos intensos, tanto em LMP2 como em LMGT3, com equipas como a IDEC Sport, Inter Europol e AF Corse a partir logo atrás dos líderes.
O próximo desafio será manter a consistência ao longo das 24 horas, onde a fiabilidade, estratégia e resistência física e mental dos pilotos serão postas à prova. O arranque da clássica francesa está marcado para sábado, com previsões de condições meteorológicas variáveis. O que está em jogo é mais do que a glória de Le Mans—uma vitória aqui pode ser decisiva na luta pelo campeonato do mundo, tornando cada segundo da qualificação ainda mais valioso.
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