O Mercedes GLC 200 poderá ter mais bateria e menos autonomia
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O Mercedes GLC 200 poderá receber uma bateria LFP de 64 kWh e oferecer entre 460 e 490 km de autonomia WLTP. A tecnologia, já usada no CLA 200, reduz custos, mas tem limitações no frio e na precisão da carga indicada.
O essencial
- A previsão aponta para um motor de 230 kW (313 cv) e tração traseira.
- O carregamento de 10 a 80% deverá demorar cerca de 20 minutos.
- No CLA, o carregamento até 100% permite calibrar o sistema de gestão da bateria.
Uma bateria maior poderá não chegar para o Mercedes GLC 200 ir tão longe como o CLA 200. Segundo a Auto Motor und Sport, o futuro SUV elétrico de entrada deverá usar células de fosfato de ferro e lítio (LFP), com vantagens e limitações semelhantes.
Segundo o AutoGear apurou, a previsão para 2026 aponta para uma bateria de 64 kWh. O conjunto deverá ser mais alto do que o do CLA e alimentar um único motor de 230 kW (313 cv), com tração traseira. A publicação aponta ainda para uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 6,2 segundos.
Mercedes GLC 200 com LFP
Para o carregamento rápido em corrente contínua, a reportagem prevê um pico de cerca de 220 kW. A passagem de 10 a 80% deverá demorar aproximadamente 20 minutos, um tempo semelhante ao anunciado para o CLA 200.
A autonomia estimada situa-se entre 460 e 490 km no ciclo WLTP, cerca de 60 a 90 km abaixo do CLA, segundo a publicação. A explicação está na maior área frontal do GLC e na consequente resistência aerodinâmica, que penalizam a distância percorrida apesar da bateria maior.
O que o CLA mostra
O CLA 200 foi o primeiro Mercedes com células LFP, sem níquel nem cobalto, recorda a reportagem. Até então, os elétricos da marca utilizavam baterias de níquel, manganês e cobalto (NMC), com maior densidade energética, mas também mais caras.
No CLA 200 elétrico, a Mercedes anuncia 58 kWh de capacidade útil, tração traseira e até 165 kW (224 cv). Os dados da marca citados pela publicação incluem até 542 km de autonomia WLTP e carregamento de 10 a 80% em 20 minutos, com um máximo de 200 kW. A tecnologia LFP permite reduzir custos e, no GLC, deverá aproximar o preço da versão elétrica do das versões de combustão.
O frio pesa no carregamento
Segundo a análise, as baterias LFP suportam muitos ciclos de carga e descarga, mas são mais sensíveis à descida da temperatura. A capacidade de aceitar carga diminui de forma percetível abaixo dos 5 °C, uma limitação que a publicação prevê também para o GLC.
Outra dificuldade está na precisão da indicação do estado de carga e da autonomia restante. A reportagem recorda que, no início do ano, se tornou público que os condutores do CLA recebiam regularmente pedidos para carregar até 100%, quando não o faziam há bastante tempo.
Porquê carregar até 100%?
A explicação apresentada passa pela curva de tensão das células LFP, muito mais plana do que a das NMC. A tensão só sobe acentuadamente perto dos 100% de carga, o que dificulta a estimativa da energia restante pelo sistema de gestão da bateria (BMS).
Se o CLA circular durante longos períodos sem ultrapassar, por exemplo, os 80%, a precisão dos dados desse sistema diminui. Isso prejudica o cálculo da velocidade de carregamento e da autonomia restante, explica a publicação. O carregamento até 100% pedido pelo Mercedes serve para calibrar o sistema de gestão da bateria.
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Perguntas e respostas
O Mercedes GLC 200 poderá herdar as limitações do CLA?
A capacidade de aceitar carga diminui de forma percetível abaixo dos 5 °C, uma limitação que a publicação prevê também para o GLC. Outra dificuldade está na precisão da indicação do estado de carga e da autonomia restante.
Qual é a autonomia prevista para o Mercedes GLC 200?
A autonomia estimada situa-se entre 460 e 490 km no ciclo WLTP. A maior área frontal do GLC e a consequente resistência aerodinâmica penalizam a distância percorrida apesar da bateria maior.
Porque pede o Mercedes CLA um carregamento até 100%?
O carregamento até 100% pedido pelo Mercedes serve para calibrar o sistema de gestão da bateria. Se o CLA circular durante longos períodos sem ultrapassar, por exemplo, os 80%, a precisão dos dados desse sistema diminui.
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Ficha técnica
- Bateria
- 64 kWh
- Potencia
- 230 kW (313 cv)
- Transmissao
- Tração traseira
- Autonomia
- 460 a 490 km WLTP
- Aceleracao 0-100 km/h
- 6,2 segundos
- Carregamento 10-80%
- Aproximadamente 20 minutos
- Potencia carregamento
- 220 kW máximo
AutoGear · 64 artigos
Testes, motores, quilómetros e mais testes. Num mundo de homens, gosta de sobressair, e percebe de motos e de automóveis como poucos. O tempo livre passa-o com os amigos, entre a praia e os acampamentos. É assim que se define: jovem, mas já com conhecimento.
Colaboradora do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.