Kimi Antonelli lidera primeiro treino em Zandvoort enquanto a F1 se despede do Grande Prémio dos Países Baixos

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A Fórmula 1 regressou à ação no icónico circuito de Zandvoort, e foi o líder do campeonato Kimi Antonelli quem estabeleceu a primeira referência, terminando no topo da sessão inaugural de treinos daquele que se prepara para ser um fim de semana emocional e histórico no Grande Prémio dos Países Baixos. Ao volante do seu Mercedes, o jovem piloto registou a melhor volta em 1:12.948, liderando o pelotão no traçado fluido e inclinado do circuito junto ao mar.

A vantagem de Antonelli foi considerável, com Lando Norris em segundo pela McLaren, com 1:13.069, e George Russell em terceiro pela Mercedes, com 1:13.073 — separados por apenas alguns milésimos numa sessão muito disputada. Lewis Hamilton foi quarto pela Ferrari, com 1:13.138, enquanto Charles Leclerc terminou em quinto, colocando os dois monolugares da Scuderia entre os cinco primeiros. Oscar Piastri foi sexto pela McLaren, à frente de Nico Hulkenberg em sétimo, Pierre Gasly em oitavo, Gabriel Bortoleto em nono e Alexander Lindblad em décimo, a fechar o top 10.

O resultado que mais atenções deverá despertar, no entanto, é o do homem que terminou em 11.º. Max Verstappen — a correr no seu Grande Prémio de casa apenas alguns dias depois de confirmar a renovação do contrato com a Red Bull até 2030 — não conseguiu melhor do que o 11.º lugar na sessão inaugural, com 1:14.325, muito distante do ritmo imposto por Antonelli. Num fim de semana carregado de significado para o neerlandês, o tetracampeão tem trabalho pela frente para oferecer ao seu apaixonado público a prestação que todos desejam naquele que deverá ser o último Grande Prémio dos Países Baixos em Zandvoort.

Fernando Alonso foi 12.º, Franco Colapinto 13.º, Liam Lawson 14.º e Oliver Bearman 15.º. Esteban Ocon terminou em 16.º, Yuki Tsunoda em 17.º, Lance Stroll em 18.º, Alex Albon em 19.º, Valtteri Bottas em 20.º, Sergio Pérez em 21.º e Carlos Sainz em 22.º e último, enquanto o pelotão recuperava o ritmo durante a primeira hora de atividade em pista.

O feed da Direção de Corrida refletiu uma sessão movimentada nas exigentes condições costeiras, com várias bandeiras amarelas e amarelas duplas mostradas nos Setores de Pista 16, 17 e 18 durante os minutos finais. Verstappen foi assinalado como o primeiro carro a receber a bandeira de xadrez, e a sessão chegou ao fim depois de uma produtiva primeira hora de recolha de dados.

As condições estavam frescas e ventosas em Zandvoort, como tantas vezes acontece na costa neerlandesa, com uma temperatura do ar de 19 graus Celsius, o asfalto a 29,1 graus e um vento moderado de 3,1 metros por segundo vindo do Mar do Norte, com 59,1 por cento de humidade.

O enquadramento emocional deste fim de semana não pode ser subestimado. Este é o último Grande Prémio dos Países Baixos a realizar-se em Zandvoort, encerrando um capítulo muito acarinhado do calendário moderno da Fórmula 1 — uma corrida que renasceu impulsionada pela Verstappen-mania e se transformou num dos grandes espetáculos da modalidade, com bancadas pintadas de laranja, curvas inclinadas e uma atmosfera eletrizante. O facto de acontecer no mesmo fim de semana em que Verstappen comprometeu o seu futuro com a Red Bull até 2030 acrescenta uma simetria particularmente emotiva aos acontecimentos.

Para Antonelli, liderar a sessão inaugural é uma demonstração de intenções por parte do líder do campeonato, enquanto procura reforçar a sua posição na luta pelo título. Mas todas as atenções estarão este fim de semana centradas em Verstappen, o herói da casa, que estará determinado a colocar Zandvoort nos livros de história com a despedida perfeita. Tem muito trabalho pela frente depois da primeira sessão de sexta-feira — mas, se há um lugar onde Max Verstappen sabe como encontrar algo especial, é aqui, na sua corrida de casa, perante o seu próprio público.

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