Williams mira o próximo nível com nova contratação de McLaren

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Williams está a preparar-se para dar o salto decisivo na Fórmula 1 com uma série de contratações estratégicas que prometem revolucionar a estrutura da equipa. James Vowles, diretor desportivo da equipa de Grove, revelou que o objetivo é atingir “o próximo nível” no Mundial, depois de garantir quatro reforços de peso, entre os quais se destaca o antigo elemento da McLaren, Piers Thynne.

A contratação de Thynne, anunciada antes do Grande Prémio do Canadá, surge num momento crucial para a Williams, que tem vindo a recuperar o terreno perdido após um arranque difícil na temporada de 2026. Thynne abandonou a McLaren em janeiro, após ter sido peça fundamental na reviravolta da equipa de Woking, que conquistou consecutivamente os títulos de construtores em 2024 e 2025, além do campeonato de pilotos com Lando Norris na última temporada.

O novo responsável irá iniciar funções em agosto, com a missão de liderar e transformar as operações de fabrico da Williams, numa aposta clara na sustentabilidade e no sucesso a longo prazo. A sua experiência na transformação operacional e cultural da McLaren é vista como um trunfo valioso para as ambições da equipa britânica.

Além de Thynne, Williams reforçou-se com Claire Simpson e Fred Judd, ambos provenientes da Mercedes, onde trabalharam durante longos períodos – 12 e 17 anos respetivamente. Simpson assume o cargo de chefe de desenvolvimento aerodinâmico, enquanto Judd é o novo chefe de otimização de performance. Ambos têm um passado profissional próximo de James Vowles, o que deverá facilitar a integração e a sinergia interna.

Steve Booth é outro nome de peso que se junta à Williams, assumindo o papel de chefe de engenharia de veículos depois de mais de duas décadas ao serviço da Alpine. Esta nova onda de contratações demonstra a clara intenção de Williams em construir uma estrutura sólida e competitiva, capaz de rivalizar com as melhores equipas do pelotão.

Em comunicado, James Vowles expressou o seu entusiasmo: “Estou encantado por receber o Piers na Atlassian Williams F1 Team enquanto continuamos a investir nas pessoas, processos e tecnologia para competir na frente da Fórmula 1. Queremos construir uma equipa capaz de vencer campeonatos mundiais, e o Piers tem uma experiência recente inigualável nesse sentido. Também estou muito satisfeito por dar as boas-vindas à Claire, ao Fred e ao Steve – estamos a atrair talentos estratégicos de todo o paddock que vão reforçar as bases que construímos nos últimos anos e ajudar-nos a alcançar o próximo nível.”

Por sua vez, Piers Thynne confessou a sua motivação: “Estou muito feliz por me juntar à Atlassian Williams F1 Team num momento tão emocionante. A Williams tem uma ambição clara de estar ao nível dos campeonatos em todas as áreas e de estabelecer novos padrões na modalidade. Mal posso esperar para contribuir como membro do grupo de liderança sénior. Tive uma experiência fantástica na McLaren, ajudando a equipa a regressar ao topo, e espero que consigamos fazer o mesmo na Williams.”

O início da temporada de 2026 não correu da forma desejada para a Williams, que ficou aquém das suas expectativas iniciais face às novas regulamentações. A equipa perdeu terreno ao não conseguir participar no shakedown test em Barcelona, no final de janeiro, devido a atrasos no desenvolvimento do FW48, que entrou na temporada com excesso de peso.

Nos primeiros três Grandes Prémios, a equipa somou apenas dois pontos, mas tem vindo a mostrar sinais claros de recuperação. No recente Grande Prémio de Miami, Carlos Sainz e Alex Albon terminaram em nono e décimo lugares, respetivamente, com Sainz a repetir o nono posto no Canadá, evidenciando uma melhoria progressiva no desempenho do monolugar.

Williams está, assim, a construir uma nova era com reforços de topo e uma estratégia orientada para o futuro, demonstrando que o sonho de voltar a lutar de igual para igual com as equipas mais fortes da Fórmula 1 está mais vivo do que nunca. O desafio está lançado.

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