Um momento insólito marcou a sessão de treinos do Grande Prémio do Canadá, com Alex Albon, piloto da Williams, a protagonizar um acidente invulgar após embater numa marmota selvagem no Circuit Gilles Villeneuve. O impacto não só colocou em risco a participação do piloto na qualificação sprint, como revelou a vulnerabilidade dos carros face às peculiaridades deste traçado icónico.
James Vowles, diretor da equipa Williams, explicou em declarações à Sky Sports F1 a dimensão dos danos sofridos pelo FW48 de Albon: “O carro sofreu danos extensos, desde o canto dianteiro, traseiro, chão, asa dianteira até à suspensão.” O incidente aconteceu cerca de 23 minutos após o arranque da sessão, já marcada por várias bandeiras vermelhas devido a acidentes envolvendo outros pilotos como Liam Lawson, da Racing Bulls, e Esteban Ocon, na Haas. A sessão, que inicialmente estava prevista para uma hora, foi prolongada por mais 19 minutos devido a estas ocorrências.
Vowles contextualizou este tipo de riscos característicos do circuito canadiano: “É um dos perigos deste circuito. Pode parecer estranho para quem não está habituado, mas ao longo dos 26 anos em que aqui competimos, houve vários incidentes semelhantes com marmotas.” O piloto tailandês-britânico não conseguiu evitar o animal ao chegar à Curva 7, sendo lançado contra a parede do lado esquerdo, o que o obrigou a parar imediatamente.
Quanto à reação de Albon, Vowles descreveu a mistura de frustração e preocupação do piloto: “A sua reação inicial foi de frustração, porque estava a manter-se colado a Carlos Sainz, o ritmo estava bom, e precisava desta sessão. Numa qualificação sprint, só há 60 minutos, e perder mais de metade é frustrante.” De regresso à garagem, Albon mostrou também preocupação pessoal, especialmente com a família, confessando que “vai provavelmente ter de pagar para adotar uma família de marmotas, porque essa é uma consequência deste acidente.”
Este episódio insólito sublinha não só as dificuldades técnicas que as equipas enfrentam, como também o factor imprevisível dos circuitos urbanos e semi-permanentes. A Williams está agora numa corrida contra o tempo para reparar o FW48 e garantir que Albon possa alinhar na qualificação sprint, numa altura crucial da temporada. O Canadá volta a provar que, para além da velocidade, a Fórmula 1 é também um desafio constante à capacidade de adaptação e resiliência de pilotos e equipas.




