Max Verstappen expressou a sua frustração de forma contundente durante a corrida do Grande Prémio da Hungria ao criticar os colegas de equipa da Red Bull, chamando-os de “morons” (idiotas) em uma conversa não transmitida por televisão. O piloto neerlandês, campeão do mundo em quatro ocasiões, terminou a prova na segunda posição, mas não sem antes ter que lidar com algumas dificuldades na pista.
Verstappen partiu da sexta posição após uma qualificação menos favorável, mas beneficiou-se de penalizações impostas aos dois primeiros classificados do campeonato, Lewis Hamilton e Kimi Antonelli, que lhe permitiram subir para a segunda linha do grid. Ao longo das 70 voltas da corrida, Verstappen conseguiu colocar-se em terceiro logo após o arranque, evitando danos significativos após um leve toque com Hamilton. No entanto, a sua corrida foi marcada por queixas constantes sobre as mudanças de marcha no seu carro RB22.
O momento mais polémico ocorreu quando Verstappen ficou preso atrás dos pilotos da equipa júnior da Red Bull, os Racing Bulls, que estavam envolvidos numa luta intensa pela posição. Liam Lawson e Arvid Lindblad mostraram-se competitivos desde o início da temporada, terminando a corrida em oitavo e décimo lugares, respetivamente. O chefe de equipa dos Racing Bulls, Alan Permane, já tinha revelado anteriormente que incentivou os seus pilotos ao prometer um upgrade para o que terminasse em melhor posição no grid para o Grande Prémio de Silverstone.
Durante a corrida, Verstappen ficou visivelmente frustrado ao ser atrasado por Lawson e Lindblad, que aparentemente não observaram as luzes azuis do painel da FIA, sinalizando que deveriam ceder passagem a um piloto mais rápido. “Eles deviam levar uma penalização. Isto é f****** ridículo, estes idiotas! Meu Deus,” gritou Verstappen pela rádio de equipa, demonstrando a sua impaciência com a situação.
Após a corrida, surgiram questões sobre o funcionamento dos painéis de luz da FIA, que, em alguns momentos, poderão não ter operado corretamente, mostrando bandeiras azuis a alguns pilotos sem a presença de um piloto mais rápido atrás deles. Contudo, neste caso específico, a incapacidade de Lawson e Lindblad em ceder passagem a Verstappen não pareceu ter uma justificação válida.
Com a próxima corrida a aproximar-se, as tensões dentro da Red Bull poderão ter impacto nas dinâmicas da equipa, especialmente com o desempenho inconsistente dos seus pilotos na corrida de hoje. A situação levanta questões sobre a necessidade de uma melhor comunicação e respeito entre os pilotos da mesma marca, algo que poderá ser crucial para o sucesso da Red Bull no restante do campeonato.
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