Max Verstappen arrancou o fim-de-semana do Grande Prémio de Mónaco com um misto de humor e foco, evidenciando a crescente ameaça da Red Bull à hegemonia da Ferrari no emblemático circuito urbano. Apesar das dificuldades naturais que as irregularidades da pista de Monte Carlo podem representar, o piloto holandês mostrou-se confiante após garantir dois terceiros lugares nas sessões de treinos livres de sexta-feira, aproximando-se cada vez mais do ritmo dos líderes.
Verstappen terminou a primeira sessão a meio segundo do líder Charles Leclerc, piloto da Ferrari, reduzindo a diferença para apenas 0,168 segundos na segunda sessão, que ficou dominada por Lewis Hamilton, da Mercedes. Esta foi a melhor preparação do quatro vezes campeão do mundo para um fim-de-semana sem sprint em 2026, depois de ter sido segundo na única sessão de treinos em Miami.
“O dia foi bastante positivo, para ser honesto,” afirmou Verstappen. “Sentimo-nos muito bem no carro, e isso é especialmente importante em Mónaco para termos um bom feeling. Precisamos agora de afinar alguns detalhes. A Ferrari está muito forte, por isso vamos tentar estar o mais perto possível deles. Estamos satisfeitos com o que temos agora, mas queremos sempre extrair mais do carro, por isso vamos ver o que conseguimos fazer na qualificação.”
Com residência próxima do circuito, Verstappen não perdeu a oportunidade de brincar com a sua situação: “Não pensei nisso ainda, se vou acenar para casa enquanto passo. Espero é não meter o carro no muro do lado oposto, aí chegava a casa num instante.”
Apesar do domínio da Ferrari, que garantiu o 1-2 em ambas as sessões, Leclerc mantém-se alerta quanto à ameaça da Red Bull. “Max tem estado muito forte, a Red Bull também, e o Lewis tem sido muito competitivo,” comentou o piloto monegasco. “Não estou demasiado preocupado, mas a qualificação vai ser dura e muito renhida.”
George Russell, da Mercedes, também destacou a velocidade impressionante de Verstappen, colocando-o ao nível dos Ferraris. “Esperávamos que a Ferrari fosse a equipa a bater, e muitos pensavam que era só conversa, mas claramente são a referência. A Red Bull também nos surpreendeu. Sabíamos que este seria o nosso desafio mais difícil até agora. Precisamos de melhorar da noite para o dia, e hoje não conseguimos acertar tudo,” explicou o britânico.
A luta promete ser intensa no traçado mais exigente do calendário, com Red Bull a aproximar-se perigosamente dos líderes e a Ferrari a preparar-se para defender o estatuto de favorita. A qualificação de sábado será decisiva para perceber quem tem o melhor ritmo para a corrida em Mónaco.
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