Sergio Perez não esconde a frustração e exige uma investigação urgente à falha dramática na suspensão do seu Cadillac durante o Grande Prémio do Canadá, numa situação que lançou um alerta vermelho para a equipa. O piloto mexicano viu o seu carro ceder na frente direita da suspensão, poucos metros depois da reta oposta do Circuito Gilles Villeneuve, quando se preparava para entrar na box na volta 39. O desfecho foi um abandono forçado e uma corrida que prometia muito ficou marcada por este revés inesperado.
“É algo que precisamos investigar, perceber e, espero, conseguir resolver, porque o que aconteceu não é nada ideal”, afirmou Perez aos media, incluindo a RacingNews365. O veterano piloto não poupou críticas à operação da equipa, destacando que ainda há muito a melhorar: “Operacionalmente, ainda estamos a falhar em muitos aspetos e não estamos a fazer progressos em termos de desempenho, por isso temos que maximizar o potencial do carro neste momento.”
Apesar de ser a primeira corrida oficial da Cadillac na Fórmula 1, o que torna esta situação ainda mais sensível, Perez confessou sentir-se “impaciente” com a evolução da equipa nesta fase inicial da temporada. “Temos de melhorar e estamos numa corrida contra o tempo, porque não estamos a tirar o máximo partido dos resultados”, frisou. O piloto também referiu que esta falta de eficiência operacional não se refletiu apenas na corrida, mas também na qualificação do sábado. “Estamos a evoluir no desempenho, o que é muito positivo, mas do ponto de vista operacional estamos a falhar gravemente e agora temos de encontrar o nosso caminho para a temporada europeia.”
Na corrida, Perez foi um dos sete pilotos a optar pelos pneus intermédios na partida, alinhando ao lado do colega Valtteri Bottas, dos McLaren Lando Norris e Oscar Piastri, dos Audi Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto, e do Williams de Carlos Sainz. Uma decisão que não correu bem para a maioria, com Sainz a ser o único destes pilotos a garantir um lugar nos pontos, terminando em nono.
Sobre a estratégia de pneus, Perez explicou a dificuldade da escolha: “Na volta até à grelha, parecia um 50-50, muito difícil escolher o pneu. Depois, com tantos abortos de partida, a chuva acalmou bastante e tornou-se mais claro que o pneu slick seria a opção certa.” A aposta, porém, revelou-se arriscada: “Sentia que a chuva tinha parado um pouco, mas rapidamente ficou claro que estávamos no pneu errado. Em três voltas, destruímos os intermédios, e esse foi o maior problema.”
Apesar do revés, Perez destacou a boa recuperação e a luta intensa com os Haas: “Conseguimos recuperar, tivemos um ritmo sólido e ultrapassámos o Haas, mas infelizmente a falha na suspensão no final acabou com a nossa corrida.” Um momento que deixa a Cadillac sob pressão para resolver rapidamente os problemas de fiabilidade e operação, se quiser competir ao mais alto nível numa F1 cada vez mais exigente.
Esta falha técnica no Canadá coloca a Cadillac num alerta máximo, com Perez a exigir respostas e melhorias imediatas para evitar novos desaires e transformar o potencial mostrado em pistas numa realidade consistente e competitiva. A temporada europeia será, sem dúvida, decisiva para esta nova equipa que ainda procura afirmar-se no pelotão da Fórmula 1.




