Sainz afasta responsabilidade no toque com piastri no GP da hungria

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Carlos Sainz defendeu-se ao afirmar que o toque com Oscar Piastri durante o Grande Prémio da Hungria de Fórmula 1 era “impossível de evitar”. O piloto da Ferrari explicou que, após a sua paragem nas boxes e enquanto lutava pelo primeiro lugar, não tinha consciência de que estava prestes a ser ultrapassado pelo australiano. O incidente ocorreu na volta 39, quando Piastri, a enfrentar dificuldades com o tráfego, colidiu com o Williams de Sainz à saída da Curva 2, após este último ter saído largo numa disputa com Fernando Alonso, da Aston Martin.

Após a corrida, Sainz revelou que houve um problema com o sistema de bandeiras azuis da FIA, o que complicou a situação. “Nesta fase, não fazia ideia de que estava prestes a ser ultrapassado,” afirmou Sainz. “Além disso, estava numa grande luta com o Fernando, e não esperaria que o Oscar estivesse lá. E ele estava no meu ângulo cego. Por isso, foi impossível da minha parte evitá-lo.” O piloto acrescentou que uma comunicação mais eficaz poderia ter ajudado, mas reconheceu que se tratou de uma situação normal de corrida.

O espanhol expressou o seu pesar pela situação, mas justificou a sua posição. “Para ser honesto, lamento imenso pelo Oscar, mas desta vez penso que tenho uma boa justificação para o que aconteceu,” disse Sainz. “Não sei se ele também poderia ter sido um pouco mais cuidadoso, visto que é ele que está a lutar por um pódio, e ter-se posicionado de forma um pouco mais cautelosa, por causa dos problemas que todos estávamos a ter com as bandeiras azuis.” Apesar do incidente, Sainz mostrou-se satisfeito por Piastri não ter sido demasiado afetado na sua corrida.

A situação levantou questões sobre a eficácia do sistema de bandeiras azuis e as dificuldades enfrentadas pelos pilotos durante a prova. O próximo desafio para Sainz e a Ferrari será a continuidade da luta na temporada, onde cada ponto conta e as estratégias de corrida se tornam cruciais. Sainz, ao aceitar a penalização de cinco segundos, viu a corrida como um episódio normal, que faz parte das complexidades do automobilismo.

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