Próximo Mustang terá 4 portas. E a melhor notícia está debaixo do capô

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O futuro Mustang Mach 4 poderá juntar aquilo que parecia impossível: quatro portas, tecnologia híbrida e um V8. A Ford quer tornar o Mustang mais prático sem cometer o erro de o transformar simplesmente noutro elétrico. Ford percebeu uma coisa que pode parecer óbvia, mas que nem sempre é fácil de aceitar: um Mustang não pode viver para sempre apenas da nostalgia.

As vendas do icónico pony car estão longe dos números de há uma década e a marca parece ter encontrado uma solução bastante interessante para tentar inverter a tendência. Um Mustang com quatro portas. Mas não um SUV. E, aparentemente, também não um elétrico.

Chama-se Mustang Mach 4 e os últimos rumores apontam para uma receita que pode deixar muitos fãs da marca bastante mais satisfeitos do que seria de esperar: um V8 associado a um sistema híbrido.

A Ford mostrou recentemente o primeiro protótipo físico do Mach 4 a um grupo de concessionários, num encontro privado em Las Vegas. Quem viu o carro fala de um modelo com dimensões próximas das de um Porsche Panamera, mas com uma identidade visual claramente inspirada no Mustang. E há mais números interessantes.

A Ford terá indicado um preço inicial inferior a 40.000 dólares e uma aceleração dos 0 aos 96 km/h em menos de quatro segundos. Ou seja, estamos perante uma espécie de Mustang familiar capaz de andar muito depressa. Mas o detalhe que realmente interessa está debaixo do capô. O V8 pode sobreviver graças à eletrificação Duas pessoas presentes no encontro de concessionários terão confirmado que o Mach 4 será híbrido. Uma delas foi ainda mais específica: V8 híbrido.

E esta pode ser a jogada mais inteligente da Ford. Em vez de abandonar completamente o motor de combustão e seguir o caminho do Mustang Mach-E, a marca poderá utilizar a eletrificação para manter vivo o V8 e, ao mesmo tempo, cumprir regras de emissões cada vez mais apertadas. É uma solução de compromisso. Mas, neste caso, talvez seja exatamente o compromisso certo.

Porque se há coisa que distingue um Mustang de tantos outros automóveis rápidos é precisamente o carácter do motor. E substituir esse carácter por uma bateria não é exatamente a mesma coisa. Um Mustang maior, mas não um SUV O Mach 4 deverá utilizar uma versão modificada e mais longa da plataforma do Mustang atual. É uma solução que permitiria à Ford aproveitar tecnologia e componentes que já conhece, reduzindo os custos de desenvolvimento. Visualmente, a inspiração deverá continuar a ser o Mustang de duas portas, mas com uma carroçaria muito mais prática.

E uma presença que poderá aproximá-lo mais de um Panamera do que de um tradicional Mustang. E é precisamente aí que a coisa começa a ficar interessante. A Ford não está a transformar o Mustang num SUV. Está a tentar esticar o conceito sem o destruir. O Mustang precisa de mais do que nostalgia Há uma razão para este projeto existir.

O Mustang continua a ser o desportivo mais vendido do mundo, mas os números nos Estados Unidos contam uma história bastante diferente da que gostaríamos de ouvir. Em 2015 foram vendidas mais de 122 mil unidades. Em 2025, esse número caiu para cerca de 45 mil. A Ford pode continuar a dizer que o Mustang é um ícone. Mas um ícone também precisa de vender carros. É por isso que o Mach 4 poderá ser tão importante.

Não para substituir o Mustang tradicional, mas para levar o nome a clientes que querem um carro rápido, divertido e emocional, mas que já não estão dispostos a viver com as limitações de um coupé de duas portas.

E a concorrência já está a mexer-se A Ford não está sozinha nesta tentativa de reinventar os muscle cars. A General Motors prepara um Camaro de quatro portas, que deverá manter a tração traseira e um V8. E depois temos o Dodge Charger, que já abraçou tanto a eletrificação como os motores de seis cilindros turbo, enquanto continua a existir a possibilidade de um V8 regressar à gama.

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