Pierre Gasly revelou a sua frustração relativamente às “inconsistências” dos novos motores da Fórmula 1, destacando a necessidade de encontrar soluções para extrair o máximo desempenho antes do Grande Prémio da Hungria. O piloto da Alpine concorda com a avaliação do seu colega Oscar Piastri, que após a prova de Spa-Francorchamps descreveu a falta de fiabilidade destes motores como uma “forma péssima de correr”, onde as qualificação são decididas pelo comportamento dos computadores.
Gasly explicou que as diferenças na entrega de potência são evidentes, com variações que podem custar preciosas décimas numa volta crucial. “Uma volta podes ganhar um décimo e meio, e na seguinte, por alguma razão, isso não acontece. Na qualificação, essa variação é visível, e se tiveres azar na volta mais importante, isso pode fazer-te perder algumas posições, o que nunca é agradável”, comentou o francês em declarações à comunicação social.
O piloto da Alpine acrescentou ainda que o sistema penaliza o risco, algo que considera errado. “Devido à gestão de energia destes motores, não sinto que arriscar para ganhar tempo nas curvas seja recompensado, porque isso drena a bateria. Arriscar, deslizar um pouco mais, sobreaquecer os pneus, tudo isso traz desvantagens mais à frente. Isso não me parece correto, porque desde muito novo, sempre me disseram para ir o mais rápido possível nas curvas”, afirmou Gasly, sublinhando a contradição que sente entre a filosofia de condução e as limitações tecnológicas atuais.
Apesar das dificuldades, Pierre Gasly reconhece que todos os pilotos enfrentam as mesmas condições e que é fundamental saber gerir estas limitações. “No fim do dia, todos temos o mesmo equipamento e temos de ser inteligentes na abordagem. Infelizmente, isso implica fazer compromissos, gostemos ou não”, concluiu, mostrando-se determinado a adaptar-se ao sistema para tirar o melhor partido possível.
Após um fim de semana complicado em Spa-Francorchamps, o piloto francês procura agora recuperar terreno com a Alpine, que tenta libertar-se da dificuldade em acompanhar os rivais do pelotão intermédio. O Grande Prémio da Hungria será, assim, uma oportunidade para a equipa e para Gasly demonstrarem uma melhoria na competitividade e na gestão das novas unidades de potência.
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