Piastri destaca recuperação da McLaren mas exige melhorias em toda a linha

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Oscar Piastri protagonizou uma das maiores recuperações do Grande Prémio da Áustria, ao subir do sétimo para o quarto lugar, consolidando o estatuto da McLaren como terceira força no pelotão, mas a evidenciar igualmente as limitações da equipa britânica face aos rivais directos. O piloto australiano terminou a prova no Red Bull Ring a 22,054 segundos do vencedor, George Russell (Mercedes), mostrando-se claramente superior a Lewis Hamilton, que foi quinto, e a Charles Leclerc, oitavo, num resultado que excedeu as expectativas iniciais da equipa de Woking.

O Grande Prémio da Áustria, nona ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, decorreu sob condições de pista bastante estáveis e proporcionou lutas intensas, sobretudo entre McLaren, Ferrari e Mercedes. No final das 71 voltas ao traçado austríaco, Russell conquistou a vitória com uma performance irrepreensível, seguido de Max Verstappen (Red Bull) e Carlos Sainz (Ferrari). Piastri cruzou a meta em quarto, a 22,054 segundos do líder e com uma margem confortável de 7,8 segundos para Hamilton. A McLaren consolidou assim o terceiro lugar no campeonato de construtores, agora com 159 pontos, mantendo a Ferrari a 45 pontos de distância, enquanto a Mercedes lidera com vantagem significativa.

Este resultado reveste-se de particular importância para a McLaren, que continua a demonstrar capacidade de capitalizar oportunidades e maximizar o potencial do MCL40 mesmo em circuitos menos favoráveis. Apesar da ausência de vitórias em 2024, os quatro pódios já conquistados – dois por Piastri e dois por Lando Norris – atestam a evolução do projecto técnico liderado por Andrea Stella, embora a consistência no confronto directo com Mercedes e Ferrari ainda esteja por alcançar. O facto de Piastri ter conseguido bater a Ferrari em ritmo puro é um sinal encorajador, sobretudo numa fase em que a luta pelo segundo lugar entre construtores permanece totalmente em aberto. No entanto, a diferença para a Mercedes continua a ser um obstáculo de monta, e a equipa reconhece a necessidade de evoluir em todas as frentes para poder aspirar a vitórias regulares.

No rescaldo da corrida, Oscar Piastri não escondeu a satisfação pelo resultado, mas fez questão de salientar as áreas em que a McLaren precisa de continuar a trabalhar. “Pareceu uma boa corrida, e fomos capazes de executar bem e aplicar algumas coisas que aprendi nas últimas semanas”, explicou o australiano, já depois de sair do carro. “O ritmo foi mais forte do que esperávamos, e conseguir desafiar e bater a Ferrari foi definitivamente um ponto positivo para a equipa. Sinto que tirámos o máximo do carro e isso é uma boa sensação. No entanto, ainda precisamos de encontrar mais ritmo se quisermos estar lá em cima a desafiar os três primeiros de forma consistente. Não temos uma área específica de fraqueza; precisamos simplesmente de mais performance e aderência globais para dar esse próximo passo. Continuaremos a trabalhar nisso, e focaremo-nos em levar este ímpeto para as próximas corridas.”

Andrea Stella, chefe de equipa da McLaren, reforçou a visão do seu piloto, sublinhando a importância de manter uma abordagem de melhoria contínua: “Temos orgulho na forma como a equipa executou a estratégia e potenciou o ritmo de corrida do MCL40, mas sabemos que o objectivo é lutar por vitórias e isso exige melhorias transversais – desde a aerodinâmica à gestão dos pneus. O resultado na Áustria é um passo na direcção certa, mas não podemos abrandar.”

Olhando para o futuro, a próxima ronda do campeonato realiza-se já no próximo fim-de-semana em Silverstone, um circuito que tradicionalmente favorece a McLaren e onde a equipa espera beneficiar do apoio dos adeptos britânicos para encurtar distâncias para os líderes. Com a luta no topo cada vez mais intensa e a Mercedes a manter a liderança, cada ponto ganho ou perdido poderá revelar-se decisivo na segunda metade da temporada. A consistência de Piastri e Norris será crucial para desafiar Ferrari e, quem sabe, colocar pressão adicional sobre a Mercedes. A expectativa mantém-se elevada para perceber se a McLaren conseguirá transformar o progresso evidenciado na Áustria numa tendência sustentável e, finalmente, regressar aos triunfos que fogem desde 2021.

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