A década de 1960 foi uma era de ouro para a Fórmula 1, marcada por avanços tecnológicos, pilotos lendários e batalhas épicas em pista. Escolher os dez melhores pilotos desse período não é tarefa fácil, mas analisando conquistas, qualidade dos carros, longevidade e o respeito dos pares, surge um ranking que celebra os maiores talentos que definiram uma época dourada do automobilismo mundial.
No décimo lugar está Jacky Ickx, um talento que despontou no final da década e se tornou uma referência em corridas de resistência na seguinte. Com três vitórias e três poles, Ickx destacou-se pela sua habilidade na chuva, conquistando o Grande Prémio de França em 1968 pela Ferrari, e ainda brilhou na Brabham ao lado do tricampeão Jack Brabham, com triunfos no Nürburgring e em Mosport. O seu percurso em Fórmula 1 terminou após 1972, mas a sua lenda consolidou-se com seis vitórias nas 24 Horas de Le Mans.
Jochen Rindt, nono na lista, conquistou apenas uma vitória na década, mas a sua velocidade pura e evolução constante fizeram dele o principal adversário de Jackie Stewart no final dos anos 60. Conhecido por ser o rei da Fórmula 2, Rindt brilhou na Lotus em 1969, somando cinco poles e uma vitória no Grande Prémio dos Estados Unidos. A sua carreira trágica culminou com o título póstumo em 1970, após um acidente fatal em treinos para o GP de Itália.
Denny Hulme, que ocupa o oitavo lugar, foi o campeão de 1967 graças a uma consistência notável que superou até os seus rivais mais velozes. Representando a Brabham e depois a McLaren, Hulme somou cinco vitórias durante a década, incluindo triunfos emblemáticos em Mónaco e no Nürburgring. O neozelandês destacou-se também nas provas de resistência, conquistando títulos na Can-Am.
Stirling Moss, talvez o maior piloto a nunca conquistar um título mundial, aparece em sétimo devido ao critério temporal que limita a análise à década de 60, período em que foi prejudicado por um grave acidente em 1962. Moss venceu quatro Grandes Prémios e foi um mestre da chuva, protagonizando vitórias memoráveis em Mónaco e no Nürburgring ao volante de carros privados com poucos recursos.
Em sexto lugar surge Dan Gurney, um pioneiro que deu vitórias inéditas a três equipas diferentes, incluindo a sua própria equipa, a Eagle. Com quatro triunfos no campeonato e uma carreira marcada por ousadia e inovação, Gurney deixou uma marca indelével no desporto, quer como piloto, quer como construtor.
John Surtees, quinto, é o único campeão mundial tanto em motociclismo como em Fórmula 1. Campeão em 1964 com a Ferrari, Surtees destacou-se pela sua versatilidade e velocidade, somando seis vitórias e oito poles na década. A sua saída polémica da Ferrari em 1966 privou-o de lutar por mais títulos, mas continuou a vencer corridas, incluindo um triunfo dramático no GP de Itália de 1967 ao serviço da Honda.
Jack Brabham, quarto, foi o pilar da década, com duas conquistas mundiais (1960 e 1966) e o pioneirismo de vencer com um carro da sua própria equipa. Com 11 vitórias e 11 poles, Brabham mostrou-se um mestre da engenharia e da pilotagem, mesmo quando a sua equipa enfrentava adversidades. A sua influência ultrapassou as pistas, deixando um legado duradouro no automobilismo.
Jackie Stewart, terceiro, emergiu a meio da década e rapidamente dominou, conquistando o título em 1969. Com 11 vitórias, duas poles e uma condução elegante e consistente, Stewart tornou-se a referência do pós-Clark, impondo-se como um dos melhores pilotos da história, conhecido também pela sua defesa da segurança no desporto.
Graham Hill, vice-campeão desta lista, foi o mais constante da década, com 14 vitórias e 13 poles, conquistando dois títulos mundiais em 1962 e 1968. Trabalhador incansável e piloto tático, Hill destacou-se por triunfos memoráveis, como o seu quinto triunfo em Mónaco em 1969, e por liderar a Lotus após a trágica morte de Jim Clark.
No topo do pódio está Jim Clark, uma lenda incontestável da Fórmula 1. Com 25 vitórias, 33 poles e dois títulos mundiais (1963 e 1965), Clark dominou a década com uma combinação única de velocidade, suavidade e inteligência. O seu domínio com os carros Lotus e a capacidade de levar máquinas frágeis até à vitória fizeram dele o padrão de excelência da época, até à sua morte prematura em 1968.
Este top 10 da Fórmula 1 nos anos 60 não é apenas uma lista, mas uma viagem pela era de ouro do automobilismo, onde o talento, a coragem e a inovação moldaram o futuro das corridas. Concorda com esta seleção que celebra os maiores heróis da velocidade daquela década inesquecível?




