Norris alerta que Ferrari vai dominar F1 se melhorar o motor

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Lando Norris lançou um alerta ao pelotão da Fórmula 1 após o Grande Prémio de Barcelona, afirmando que a Ferrari estaria a dominar a disciplina caso dispusesse de um motor mais competitivo. O piloto britânico terminou no terceiro lugar, a impressionantes 23,7 segundos do Ferrari de Lewis Hamilton, que conquistou a vitória numa corrida marcada pela estreia do novo pacote de evoluções técnicas da Scuderia.

A prova catalã, integrada no Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, confirmou o salto de desempenho da Ferrari, especialmente em termos de comportamento em curva. O pacote de oito evoluções implementado pela equipa italiana permitiu-lhe destacar-se no traçado do Circuit de Barcelona-Catalunha, com os Ferrari constantemente a rodar em tempos de volta que deixaram adversários como a McLaren e a Red Bull a alguma distância. Lewis Hamilton cruzou a meta em primeiro, seguido de Charles Leclerc (Ferrari) a 3,2 segundos e Lando Norris (McLaren) em terceiro, a 23,7 segundos do vencedor. Os tempos de volta rápida também evidenciaram a superioridade da Ferrari nas zonas técnicas, com Leclerc a registar 1:17.415, apenas superado por Hamilton com 1:17.312.

No rescaldo da prova, Lando Norris não poupou elogios à rival italiana e sublinhou o potencial que a Scuderia poderá atingir quando melhorar a unidade motriz. “Temos sorte de a Ferrari não ter, neste momento, um motor melhor”, afirmou Norris à Sky Sports F1 após o final da corrida. “Se tivessem um motor mais forte, estariam a dominar. São a referência do pelotão em termos de desempenho nas curvas, neste momento. Nem sequer estamos perto deles. É a dura realidade. Estamos muito, muito longe do patamar onde precisamos de estar. Se a Ferrari conseguir evoluir o motor, então vai envergonhar toda a gente. Temos mesmo de nos concentrar e perceber que melhorias podemos fazer.”

O regulamento da Fórmula 1, através do novo sistema ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Upgrade), reconheceu que o motor da Ferrari está actualmente mais de 4% aquém do benchmark, o propulsor da Red Bull Powertrains. Isso permite à equipa de Maranello efectuar duas actualizações à unidade motriz esta época e mais duas na próxima, abrindo portas a um potencial salto qualitativo que poderá alterar o equilíbrio de forças no campeonato.

Andrea Stella, director de equipa da McLaren, também destacou o progresso dos italianos: “A Ferrari conseguiu actualizar o carro, ganhou performance e agora está a lutar por vitórias, hoje conseguiram capitalizar”, explicou Stella após a corrida. “Definitivamente, temos trabalho pela frente na McLaren para melhorar a prestação do nosso carro.” O responsável italiano chegou mesmo a afirmar que a Scuderia dispõe “do melhor chassis actualmente na Fórmula 1”. Stella detalhou ainda: “Vemos, sobretudo nas curvas de velocidade média, que a Ferrari é a mais rápida. Não é necessariamente a melhor nas rectas, mas no que toca a curvas, está num nível superior. Do ponto de vista da McLaren, somos competitivos nas curvas rápidas, como as curvas 3, 9 e 14, mas no geral, temos dificuldades de aderência nas curvas de velocidade média e baixa.”

Olhando para as próximas rondas do campeonato, Andrea Stella apontou a Mercedes como candidata ao melhor conjunto chassis/motor no Red Bull Ring, palco do próximo Grande Prémio da Áustria. Ainda assim, acredita que a Ferrari continuará a ser “o carro mais rápido em curva”. Esta expectativa coloca pressão adicional sobre equipas como a McLaren e Red Bull, que terão de acelerar o desenvolvimento se não quiserem ver a Ferrari destacar-se ainda mais.

Com o Campeonato do Mundo cada vez mais equilibrado, a evolução da Ferrari e a possibilidade de upgrades no motor podem transformar a luta pelo título nas próximas provas. Os olhos estão agora postos no Grande Prémio da Áustria, onde se verá se a McLaren consegue aproximar-se ou se a Ferrari confirma a sua ascensão. O campeonato entra, assim, numa fase crucial, com cada décima de segundo a ser disputada ao limite e o pelotão consciente de que a Scuderia poderá, em breve, ser praticamente imbatível se resolver as limitações do seu motor.

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