Neuville lidera duelo intenso com Ogier rumo ao triunfo no Rali da Grécia

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Thierry Neuville e Martijn Wydaeghe entram para o derradeiro dia do Rali da Grécia com uma vantagem mínima de apenas 4,1 segundos sobre Sébastien Ogier e Vincent Landais, após uma jornada marcada por um ritmo alucinante e condições extremas, com temperaturas a atingir os 33ºC no lendário Acrópole. O duelo entre Hyundai e Toyota está ao rubro, com ambos os pilotos a não darem tréguas num dos ralis mais exigentes e imprevisíveis do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).

O dia começou com Ogier a impor-se na especial SS8, onde assinou o tempo mais rápido, seguido de um segundo lugar na SS9, conseguindo encurtar a diferença para Neuville, que foi o terceiro mais veloz nessa especial, reduzindo a margem do belga para apenas 4,9 segundos. Neuville respondeu de imediato na SS10, recuperando tempo precioso, mas Ogier voltou à carga na SS11. O belga voltou a atacar na SS12, retomando uma vantagem mais confortável de 10,8 segundos. No entanto, a última especial do dia trouxe novo volte-face: Ogier foi o mais rápido, recuperando 6,7 segundos, enquanto Neuville teve um percalço ao embater num talude já próximo do final da etapa, terminando com líquido a pingar do Hyundai i20 Rally1. Apesar do susto e da incerteza, Neuville conseguiu chegar à assistência em Loutraki e esclareceu que o líquido era do sistema de direção assistida, tranquilizando a equipa e os adeptos.

No final do dia, Ogier explicou que não arriscou ao máximo devido ao elevado número de furos entre os concorrentes: “Ainda assim, não arrisquei tudo por causa dos furos. Fiz uma condução limpa, mas não pude forçar muito porque quem estava à minha frente teve furos”, declarou o piloto da Toyota, mostrando respeito pelo desafio que o Acrópole coloca mesmo aos mais experientes.

Atrás da dupla da frente, Takamoto Katsuta e Aaron Johnston protagonizaram uma das recuperações do dia. Ultrapassaram Martins Sesks logo na primeira especial e Josh McErlean na seguinte, garantindo o terceiro lugar provisório. Beneficiaram ainda do azar de Adrien Fourmaux e Alex Coria, que viram as suas aspirações comprometidas por um furo na SS12 que lhes custou mais de dois minutos. Fourmaux, que havia vencido a SS9 e sobreviveu a um momento de grande susto na SS11, conseguiu ainda assim recuperar até ao quarto posto no final do dia, seguido por Josh McErlean e Eoin Treacy, que realizaram uma excelente exibição ao volante do Ford Puma, aguentando a pressão do rapidíssimo Elfyn Evans e Scott Martin, com apenas quatro segundos a separá-los antes da última especial.

No entanto, a sorte de Evans esgotou-se na especial final, onde um furo obrigou a dupla da Toyota a parar para trocar o pneu, perdendo assim todas as hipóteses de lutar pelo top-5 e caindo para o sétimo lugar. O galês explicou, visivelmente frustrado: “Acontece; foi totalmente inesperado. O furo surgiu de repente, e estive muito perto de sair de estrada porque não consegui travar na curva seguinte.”

Sami Pajari e Marko Salminen passaram o dia a tentar apanhar Dani Sordo e Cándido Carrera, mas o espanhol da Hyundai também sofreu um furo na derradeira especial. Optou por prosseguir mesmo assim, perdendo apenas um minuto, o que permitiu a Pajari subir ao sexto posto da classificação geral. Evans ficou em sétimo, logo à frente de Sordo, enquanto Andreas Mikkelsen e Robert Virves, os dois melhores classificados do WRC2, fecharam o top-10.

O domingo promete ser o dia mais duro deste Rali da Grécia, com quatro classificativas e cerca de 80 quilómetros a separar os pilotos da glória. Com Neuville e Ogier separados por uma diferença mínima, tudo está em aberto para um final de cortar a respiração. O belga pode consolidar a liderança do campeonato caso consiga segurar o francês, enquanto Ogier procura adicionar mais um triunfo ao seu impressionante palmarés. As rivalidades estão ao rubro, e a luta pelo título de pilotos permanece ao rubro, com cada décimo a poder ser decisivo. No panorama das equipas, a Hyundai tenta manter a Toyota à distância, sabendo que qualquer erro pode custar caro nas pedras traiçoeiras do Acrópole. A próxima ronda do WRC irá determinar quem sai da Grécia a sorrir e quem terá de repensar a estratégia para os desafios que se seguem.

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