McLaren enfrenta desafios e falha em desafiar Mercedes no canadá

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McLaren enfrenta dura realidade no GP do Canadá: Hamilton e Verstappen estão fora do alcance?

O Grande Prémio do Canadá trouxe uma amarga prova para a McLaren, que viu esfumarem-se as expectativas de lutar pela vitória ou mesmo pelo pódio frente a Mercedes e Red Bull. Apesar do segundo lugar conquistado por Lando Norris na sprint race, a corrida principal expôs as fragilidades da equipa papaya, que sofreu com múltiplos contratempos técnicos e estratégicos, deixando claro que o ritmo dos líderes Lewis Hamilton e Max Verstappen continua inalcançável.

Andrea Stella, diretor técnico da McLaren, não escondeu a frustração após a corrida: “Aqui no Canadá tivemos problemas em praticamente todas as áreas da corrida, desde o lado desportivo, passando pela fiabilidade, até ao acidente.” Para a equipa, a decisão inicial de arrancar com pneus intermédios foi um erro que condicionou toda a corrida, agravado pelo choque de Oscar Piastri com Alexander Albon e a avaria na caixa de velocidades que forçou a desistência de Norris.

Este conjunto de problemas impediu a McLaren de avaliar com clareza a eficácia das atualizações trazidas para este fim de semana, nomeadamente a segunda fase do pacote de Miami. Na sexta-feira, a equipa optou por descartar temporariamente a nova asa dianteira, regressando a uma especificação anterior, mas Stella mantém uma análise mais ponderada sobre as restantes melhorias: “Este evento em Montreal teve duas fases. Até à corrida de hoje, podíamos dizer que o carro parecia estar a desempenhar bem. Estávamos a poucos décimos da Mercedes, continuávamos a ser o segundo melhor carro e isso era encorajador.”

Contudo, as condições mais frias do domingo revelaram uma fraqueza crítica: a dificuldade em aquecer os pneus dianteiros. “Independentemente dos problemas com os pneus de partida ou outras questões, mesmo quando estávamos em pista livre, não conseguimos mostrar um ritmo competitivo ao nível que tínhamos exibido até então,” explicou Stella. “Atribuo isso à falta de temperatura nos pneus. Os pilotos bloqueavam as rodas e perdiam velocidade nas curvas, simplesmente não conseguindo colocar os pneus dianteiros a trabalhar.”

Esta sensibilidade do McLaren MCL40 às condições de pista e temperatura dos pneus é um handicap que, segundo Stella, o afasta dos rivais, numa situação que lembra as dificuldades enfrentadas pela Audi no pelotão intermédio, conforme já sugerido por Gabriel Bortoleto.

Questionado sobre a possibilidade de bater os líderes, Stella foi direto: “Diria que, mesmo numa corrida normal, sem problemas, olhando para o ritmo dos outros carros que lutam pelo pódio, não tenho a certeza que hoje tivéssemos esse ritmo, com base nas voltas em que pudemos usar o potencial total do carro.”

O caso Piastri e a pressão da estratégia

A corrida de Oscar Piastri terminou prematuramente após um toque com Alexander Albon, resultado de uma tentativa desesperada de recuperar posições após a aposta estratégica falhada da equipa em mudar para pneus slick cedo demais. Stella reconheceu a penalização justa aplicada pelos comissários: “No que diz respeito ao incidente, penso que os comissários penalizaram como devia ser. Foi um erro de julgamento da parte do Oscar, obviamente com alguma pressão para tentar recuperar, mas isso acabou por custar caro, com danos no carro e a penalização.”

Para a McLaren, o máximo que poderia ter sido alcançado seria um lugar nos pontos, mas Norris não teve hipótese de terminar devido ao problema na caixa de velocidades. “Em retrospectiva, os pontos seriam possíveis, mas hoje não tínhamos ritmo para recuperar,” concluiu Stella.

Este GP do Canadá é um alerta para a McLaren, que precisa de resolver os problemas de fiabilidade e encontrar soluções para a gestão dos pneus em condições frias se quiser desafiar verdadeiramente os gigantes da Fórmula 1. Com Hamilton e Verstappen a manterem um ritmo que se apresenta inalcançável, a equipa papaya enfrenta um desafio enorme para regressar à luta pelo topo no campeonato.

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