Lewis Hamilton rompe o silêncio e elogia equipa Ferrari após temporada inaugural turbulenta
A mudança radical entre o primeiro e o segundo ano na Ferrari está a abrir caminho para uma nova era de ambição e confiança. Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, que protagonizou um arranque complicado na Scuderia, mostrou-se agora visivelmente mais positivo e alinhado com a sua equipa, após um início promissor na sua segunda época ao volante do icónico carro vermelho.
A temporada de estreia de Hamilton na Ferrari ficou marcada por um desempenho abaixo do esperado: 24 Grandes Prémios sem qualquer pódio, uma realidade longe dos padrões habituais do piloto britânico. Para agravar, a relação tensa com o engenheiro de corrida Riccardo Adami, que acabou por ser realocada no inverno, contribuiu para um ambiente pouco favorável. Contudo, o cenário mudou e Hamilton já mostra sinais claros de adaptação e serenidade.
“Honestamente, a minha equipa de engenharia está agora exatamente onde preciso. Finalmente temos o carro numa configuração que me faz sentir eu próprio, e espero que isto continue”, confessou o piloto número 44 após garantir um impressionante segundo lugar no Grande Prémio do Canadá, em Montreal.
O britânico é claro sobre a estratégia para o futuro próximo: “Não sinto necessidade de mudar a equipa, só temos de continuar a trabalhar e a fazer o que funciona para mim. Vou preparar-me da mesma forma para a próxima corrida e espero que melhoremos ainda mais.”
Hamilton não esconde a admiração pelo trabalho realizado pela fábrica de Maranello, apesar das dificuldades evidentes no motor. Questionado pela jornalista Rachel Brookes, da Sky Sports, sobre o potencial da Ferrari para se tornar a equipa a bater, o piloto foi categórico: “Sim, absolutamente. O pessoal da fábrica fez um trabalho incrível com o carro, e ainda temos melhorias por fazer, mas o carro é fantástico. É uma batalha constante de desenvolvimento ao longo da temporada.”
Apesar do progresso, Hamilton reconhece a desvantagem na velocidade em linha reta face à Mercedes: “Temos de lidar com a falta de potência, sei que toda a equipa trabalhou arduamente no motor. A fiabilidade está muito boa, mas quando te falta velocidade numa reta contra a Mercedes, torna-se muito complicado.”
O piloto britânico mantém-se otimista e focado em fechar a lacuna: “Vamos tentar continuar a evoluir o carro e, se conseguirmos ser mais rápidos em algumas curvas durante as corridas, talvez consigamos aproximar-nos do desafio que temos pela frente.”
Com uma equipa mais coesa e um carro em franca evolução, Lewis Hamilton e a Ferrari prometem uma luta renhida pelas posições cimeiras. O que parecia um ano de adaptação difícil poderá transformar-se numa temporada de afirmação e vitórias. A emoção está garantida para os próximos Grandes Prémios.




