Maxime Martin aposta em novo começo nas 24 horas de Spa após penalização em Monza

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Maxime Martin encara as emblemáticas 24 Horas de Spa como a oportunidade ideal para dar a volta por cima depois do desaire vivido em Monza, onde uma penalização arruinou as aspirações da sua equipa e o obrigou a abandonar prematuramente uma corrida que liderava. O piloto belga da Mercedes-AMG, ao volante do Mercedes-AMG GT3 da GetSpeed (n.º 17), regressa agora ao seu circuito “de casa”, determinado a apagar a má memória do passado recente e a relançar a luta pelo título no GT World Challenge Europe powered by AWS Endurance Cup.

A última prova em Monza ficou marcada por um incidente logo na primeira volta, quando Martin, ao tentar ultrapassar por fora dos limites da pista, acabou por forçar Alessio Rovera (Ferrari 296 GT3 Evo) a desviar-se, originando uma cadeia de colisões que resultou na eliminação imediata de sete dos principais candidatos à vitória. O belga foi penalizado com três minutos, decisão que, apesar de estar a liderar no momento, levou a equipa a retirar o carro da prova. Agora, nas 24 Horas de Spa, Martin faz equipa com Maxi Goetz e Fabian Schiller naquela que será a sua 20.ª participação nesta clássica do endurance. Espera-se uma grelha repleta de estrelas, tempos de volta a roçar os dois minutos e vinte segundos e batalhas intensas pelas posições cimeiras ao longo das 24 horas do evento.

Este regresso a Spa tem um significado especial não só pela história da prova, mas também pelas implicações directas que pode ter na luta pelo campeonato. Martin e os seus colegas de equipa estão actualmente empatados na liderança do Intercontinental GT Challenge, graças a triunfos já alcançados em provas como as 24 Horas de Nürburgring e as 12 Horas de Bathurst. Um bom resultado em Spa poderá consolidar esta posição ou até destacá-los ainda mais entre os principais candidatos ao título. Além disso, a rivalidade entre as diferentes marcas GT3 promete animar a corrida, com a Mercedes-AMG a tentar repetir o domínio evidenciado nas últimas provas, frente à forte oposição da Ferrari, Porsche, Audi e Lamborghini.

Reflectindo sobre o acidente de Monza, Martin não esconde o desapontamento: “De certeza que, quando se inicia uma corrida, nunca se quer que termine daquela forma,” confessou ao Sportscar365. “Foi uma pena estarem tantas pessoas envolvidas no acidente. Uns culpam certos pilotos, outros culpam outros, mas no fim fui eu quem recebeu a penalização.” Questionado sobre se mudaria alguma coisa, foi peremptório: “Para ser honesto, não acho que fizesse nada diferente. Foi um daqueles incidentes de corrida que uns julgam de uma forma, eu de outra, mas isso faz parte do desporto. Às vezes corre bem, outras vezes corre mal — faz parte do jogo. Mas Spa vai ser certamente um bom reset.” Confiante, acrescentou: “Mostrámos, mesmo com toda a confusão, que fomos competitivos em Monza. Fomos competitivos em Paul Ricard, por isso estou certo de que podemos ser competitivos em Spa. Temos tido bons resultados, mas cada corrida é diferente, cada uma tem regulamentos próprios. Temos confiança porque fomos fortes em Nürburgring e ganhámos. Temos confiança, mas não é igual, por isso precisamos de trabalhar e acredito que podemos estar bem posicionados.”

Dani Juncadella, companheiro de marca na Mercedes-AMG, está igualmente determinado a inverter a maré de azar. O espanhol, ao volante do Mercedes n.º 3 da Verstappen Racing, também foi vítima do caos em Monza e viu a vitória escapar-lhe nas 24 Horas de Nürburgring, numa época em que, apesar de só ter subido ao pódio em Brands Hatch (Sprint Cup), a competitividade tem sido notória. “Acho que temos tido bastante azar este ano com o carro da Verstappen Racing,” afirmou Juncadella. “Nürburgring e o GT World Challenge não correram totalmente a nosso favor, mas fomos sempre extremamente competitivos — estivemos sempre na frente ou perto da frente, o que é óptimo. Como piloto, quando se tem abandonos que não dependem de nós, é o que é. É corrida, faz parte do jogo. Estou satisfeito com a performance, por poder lutar na frente e ser competitivo. Spa é o derradeiro teste de endurance para qualquer piloto e carro GT, vai ser caótico, mas estou ansioso. Não vejo razão para não confiarmos que podemos ganhar.”

Com as 24 Horas de Spa a aproximar-se, a pressão é máxima para todos os protagonistas. A prova belga poderá redefinir a tabela de pontos e clarificar quem parte em vantagem para a fase decisiva do campeonato. Após Spa, o calendário avança para circuitos igualmente exigentes, onde qualquer erro se paga caro e a regularidade será fundamental para quem aspira ao título. A Mercedes-AMG chega a Spa com moral em alta, mas a concorrência está apostada em contrariar o favoritismo dos alemães. Martin procura redenção no traçado das Ardenas, enquanto Juncadella e outros candidatos estão prontos para desafiar a lógica e inscrever o seu nome na lista de vencedores de uma das corridas mais prestigiadas do mundo do GT.

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