Formula E mantém jeddah como palco de abertura da era GEN4 apesar de crise

Outras Notícias

Partilhar

A confirmação oficial de que o Circuito Corniche de Jeddah vai acolher a abertura da temporada 13 da Fórmula E, com o início da aguardada era Gen4, chegou num momento em que a estabilidade do Médio Oriente está longe de ser garantida. Apesar das incertezas geopolíticas, a organização da Fórmula E mantém a confiança de que a ronda dupla noturna, agendada para os dias 18 e 19 de Dezembro de 2024 junto ao Mar Vermelho, irá mesmo avançar como previsto, dando o pontapé de saída ao novo capítulo tecnológico da competição elétrica.

Os factos são claros: a corrida inaugural da temporada terá lugar em Jeddah, com duas provas sob as luzes artificiais, marcando o início dos novos monolugares Gen4. A seguir, a caravana da Fórmula E ruma à Cidade do México, já em Janeiro de 2025. No entanto, o actual contexto regional já levou à suspensão ou adiamento de eventos de alto nível, como o Grande Prémio de Fórmula 1, o MotoGP e o Campeonato do Mundo de Resistência, todos eles afectados pela tensão crescente no Médio Oriente. Com rumores de avanços e recuos nas negociações diplomáticas entre o Irão e os Estados Unidos, a realização da prova inaugural em Jeddah está directamente dependente da evolução da situação política e de segurança.

O arranque da era Gen4 em solo saudita reveste-se de enorme simbolismo e importância estratégica para a Fórmula E. Esta nova geração de monolugares promete aumentar significativamente a performance, eficiência e espetáculo, pelo que o palco da estreia terá impacto mediático global. Para além disso, a presença da Fórmula E no Médio Oriente reforça a aposta da Arábia Saudita na diversificação do desporto motorizado, ao mesmo tempo que permite à Fórmula E afirmar-se como campeonato de referência em inovação tecnológica e sustentabilidade. Contudo, paira a ameaça de novos adiamentos, caso a crise regional se agrave.

Jeff Dodds, CEO da Fórmula E, abordou frontalmente o tema numa entrevista recente, revelando detalhes sobre as diligências feitas junto dos parceiros do campeonato. “Estive com um dos nossos parceiros fabricantes na semana passada, um grande fabricante, e coloquei-lhes a questão: se estivéssemos a correr em Jeddah este fim de semana, e tivessem de ir ao conselho de administração perguntar se todos estavam de acordo com a deslocação ao Médio Oriente, qual seria a resposta?”, contou Dodds. “Foram averiguar junto da administração, apresentaram formalmente o pedido, e voltaram a dizer-nos que não havia quaisquer restrições para viajar para lá, portanto estaríamos absolutamente à vontade para ir”, sublinhou o dirigente, demonstrando otimismo perante o feedback recebido. Dodds acrescentou ainda: “Temos em curso um trabalho aprofundado para definir em que condições estaremos em segurança para correr e em que condições não estaremos. Mas penso que é interessante estarmos já a recolher opiniões de equipas e parceiros fabricantes que, nas actuais circunstâncias, se mostram disponíveis para viajar e competir em Jeddah. A nossa expectativa é que estaremos mesmo a correr em Jeddah na próxima temporada, para dar início ao campeonato em Dezembro.”

A possibilidade de adiamento da ronda saudita está em aberto, com a organização a garantir que, se necessário, México substituirá Jeddah como palco da abertura da era Gen4. No entanto, a clara preferência é manter o plano inicial, não só pelo impacto estratégico da estreia na Arábia Saudita, mas também pela logística e calendarização do campeonato. O próximo passo crítico será a monitorização contínua do contexto político e de segurança na região, com decisões a serem tomadas em função da evolução dos acontecimentos nas próximas semanas.

Com a temporada prestes a arrancar, todas as atenções estão focadas na capacidade da Fórmula E responder aos desafios do contexto internacional sem comprometer a segurança de pilotos, equipas e adeptos. O início da era Gen4 representa uma oportunidade única para o campeonato se afirmar ainda mais no panorama global do desporto motorizado, mas também um teste à resiliência e agilidade organizativa da categoria. A próxima ronda, independentemente do palco, será crucial para definir o tom de uma época que promete ser histórica, tanto em pista como fora dela.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)