A IMSA surpreendeu o paddock internacional ao oficializar o calendário de implementação dos novos regulamentos para a próxima geração de protótipos Le Mans Prototype 2 (LMP2), confirmando que as novas máquinas vão estrear na temporada de 2029 do WeatherTech SportsCar Championship. Esta decisão coloca um ponto final em meses de especulação e expectativa quanto ao futuro da categoria, permitindo às equipas e construtores prepararem-se com clareza para uma das maiores evoluções técnicas da última década.
Segundo o anúncio, a introdução dos novos LMP2 será feita de forma faseada: os protótipos vão começar a competir um ano mais cedo, em 2028, em todos os campeonatos regidos pelo Automobile Club de l’Ouest (ACO), incluindo as prestigiadas 24 Horas de Le Mans, o Campeonato Mundial de Resistência (WEC) e a European Le Mans Series. Só depois, em 2029, é que o WeatherTech SportsCar Championship, principal palco norte-americano da resistência, receberá oficialmente estes carros de nova geração. O objetivo passa por garantir uma transição harmoniosa entre continentes e dar tempo às equipas para adaptarem os seus programas, minimizando custos e riscos de desenvolvimento.
As novas normas técnicas prometem revolucionar o panorama dos LMP2, prevendo melhorias significativas ao nível da eficiência aerodinâmica, segurança e sustentabilidade dos protótipos. Espera-se que os construtores disponham de maior liberdade para optimizar chassis e motorizações, com ênfase na redução das emissões de carbono e na integração de soluções híbridas, acompanhando a tendência das classes superiores. Embora os detalhes finais dos regulamentos ainda estejam a ser ultimados, a expectativa é que os tempos por volta se aproximem mais dos LMDh, reduzindo a diferença de performance entre categorias e tornando as corridas ainda mais competitivas.
John Doonan, presidente da IMSA, explicou o racional por detrás deste calendário: “Queremos garantir que todas as partes interessadas – desde construtores até equipas clientes – têm tempo suficiente para desenvolver, testar e implementar os novos LMP2. A introdução faseada permite-nos aprender com as experiências do ACO e aplicar os melhores processos na América do Norte.” Doonan sublinhou ainda a importância de preservar a forte ligação entre IMSA e ACO, afirmando: “Estamos comprometidos em alinhar a nossa visão estratégica com a dos nossos parceiros internacionais, favorecendo a convergência tecnológica e desportiva.”
Do lado das equipas, a reação tem sido de cauteloso otimismo. Richard Dean, responsável da United Autosports, salientou: “Esta clareza sobre o calendário vai permitir-nos planear a longo prazo. O LMP2 é uma plataforma essencial para o desenvolvimento de pilotos e engenheiros, e estas mudanças vão garantir a sua relevância por muitos anos.” Já Filipe Albuquerque, piloto português com ampla experiência em LMP2, comentou: “Os novos regulamentos são uma excelente notícia, sobretudo se trouxerem carros mais rápidos e seguros. Estou ansioso por ver como evoluem as soluções técnicas e aerodinâmicas.”
Este anúncio da IMSA deverá ter impacto imediato no mercado de chassis e motores, com construtores como a Oreca, Ligier, Dallara e Multimatic a prepararem já propostas para a nova era dos LMP2. A expectativa é que haja uma intensa fase de testes e desenvolvimentos a partir de 2026, com os primeiros protótipos de nova geração a surgirem nos circuitos de Le Mans e Spa-Francorchamps em sessões privadas antes da homologação oficial.
O próximo grande momento será a divulgação das especificações finais dos regulamentos, prevista para o início de 2025. Até lá, as equipas vão continuar a competir com os actuais LMP2, mas com um olho atento ao futuro e ao potencial de investimento necessário para a transição. O campeonato WeatherTech SportsCar prepara-se assim para uma transformação profunda, com a temporada de 2029 a prometer ser um marco na história da resistência. Para os adeptos portugueses e europeus, a expectativa cresce em torno do impacto destas mudanças nas oportunidades de pilotos lusos e equipas do Velho Continente, numa fase em que a resistência se afirma como uma das disciplinas mais inovadoras e emocionantes do desporto motorizado mundial.
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